
Resumo: Belo Horizonte avalia remover a ciclovia da Avenida Afonso Pena. A prefeitura afirma que a medida pode melhorar o fluxo de veículos em uma via de alta demanda, enquanto ciclistas e entidades já acionaram a Justiça e mobilizam apoio público contra a decisão.
O anúncio e as primeiras reações: O prefeito Álvaro Damião (União Brasil) confirmou a intenção de demolir a ciclovia. Nas redes, a posição divide moradores: apoiadores dizem que a avenida já tem gargalos; críticos veem a retirada como recuo para quem usa a bicicleta e para quem depende de mobilidade mais sustentável.
Dificuldades para quem transporta pacientes: Um setor que aponta impactos são motoristas de saúde que precisam de acesso rápido a unidades próximas, como o Hospital Evangélico. Com menos espaço para circulação, há receio de atrasos no atendimento e de dificuldades para embarque e desembarque de pacientes.
A reação dos ciclistas: Moradores e ciclistas veem a medida como retrocesso. Comentários destacam que quem trabalha e mora pela cidade pode ficar prejudicado, e sugerem alternativas para o ciclismo sem eliminar a ciclovia.
O ponto de vista técnico: O engenheiro Silvestre Andrade aponta que a retirada pode abrir espaço para carros, ônibus e caminhões, melhorando o fluxo. Ainda assim, ele lembra que manter ciclovias tende a estimular o uso da bicicleta a médio prazo, principalmente junto a uma população cada vez mais preocupada com mobilidade.
Pedido de urgência e ações da mobilidade: O movimento Ciclo Rota BH, representado por Cristiano Scarpelli, informou que ciclistas acionaram a Justiça para impedir a retirada. Um pedido de urgência e uma ação popular questionam a legalidade, com campanha para coletar assinaturas e levar o tema ao Tribunal de Contas do Estado.
O que diz a prefeitura: A PBH afirma que a decisão foi embasada em estudos técnicos desde o início da disputa. Segundo a cidade, a ciclovia entre a Praça da Bandeira e a Rua Trifana ocupava 12% da largura da pista, reduzindo a capacidade de operação da avenida, que recebe mais de 40 linhas de ônibus, 3.600 viagens diárias e cerca de 150 mil passageiros, além de 21 mil veículos em circulação. A proximidade de unidades de saúde, como o Hospital Joao XXIII, também foi citada como fator de risco se a via fosse reduzida.
Conflito judicial e andamento: Em 2024, o Ministério Público de Minas Gerais pediu a suspensão das obras por licenciamento pendente e incompatibilidade com a avenida. A Justiça rejeitou a liminar, mas a Prefeitura de Belo Horizonte decidiu interromper os trabalhos, mantendo o impasse entre governo e movimentos da mobilidade.
Próximos passos: Além da ação judicial, grupos ligados à mobilidade promovem campanhas para avaliar o cumprimento do projeto original e analisar o impacto da intervenção na mobilidade da região, enquanto a discussão sobre o futuro da via continua acesa.
Encerramento: A discussão sobre a ciclovia da Afonso Pena mostra um dilema comum nas grandes cidades: equilibrar a fluidez do trânsito com a segurança e a mobilidade sustentável. Conte para a gente: como você enxerga o futuro dessa via em Belo Horizonte e o papel das ciclovias na cidade?
