Após cancelamento da Fenagro, Tum será cobrado por crise do sisal em audiência na Assembleia

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Após as inúmeras críticas por conta do cancelamento, em cima da hora, da 33ª edição da Feira Internacional de Agropecuária da Bahia (Fenagro), o secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Tum (Avante), terá mais um desafio esta semana: explicar aos deputados estaduais quais serão as medidas adotadas pela pasta para enfrentar a crise na economia do sisal, que atinge a região nordeste do Estado. O secretário confirmou presença na audiência pública, nesta terça-feira (7), às 9h, na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A presença maciça de prefeitos da região também é esperada. 

 

A “inércia” do gestor na promoção das políticas públicas relacionadas à Seagri é um dos principais pontos de insatisfação tanto dos deputados da base do governo, como da oposição. A falta de tempo hábil para organizar a Fenagro, que é a maior feira do gênero do Norte e Nordeste, repercutiu muito mal internamente e foi classificada como “desculpa esfarrapada”. Informações chegadas ao Bahia Notícias dão conta que na audiência pública desta terça-feira, os parlamentares, sobretudo os da oposição, não se furtarão em cobrar do titular da pasta “justificativas mais convincentes” para o cancelamento.  

 

SISAL

De acordo com o líder do União Brasil na AL-BA , deputado Marcinho Oliveira, o setor enfrenta problemas por conta da falta de oferta e procura da matéria-prima, bem como a desvalorização e questões relacionadas ao Ministério Público do Trabalho (MPT-BA). “Esperamos que o secretário de Agricultura apresente alguma solução objetiva para estimular esse setor tão importante da nossa economia, que gera emprego e distribui renda para milhares de baianos. Uma das alternativas seria reduzir os impostos estaduais dos fios naturais feitos de sisal, como forma de estímulo ao segmento”, afirmou Marcinho, que é o responsável por capitanear a realização da audiência pública na Comissão de Agricultura e Política Rural.  

 

O deputado ainda sugeriu medidas como novas linhas de crédito para o setor, além de investimento em pesquisas e desenvolvimento para a compra do sisal produzido na Bahia. “A empresa chinesa BYD, por exemplo, que vai se instalar em Camaçari, poderia ser estimulada pelo Estado a absorver os fios naturais para fazer painéis e estofados dos veículos”, disse Marcinho, que é natural de Santaluz, um dos 20 municípios da região do sisal. 

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