Dino diz que STF não está no “horizonte imediato”, mas acredita em um “ambiente bom” para eventual sabatina no Senado

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, novamente afirmou não ter pressa para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta segunda-feira (6), ele disse que o “foco é o trabalho” à frente da pasta.

 

“Eu não tenho colocado isso em um horizonte imediato das minhas preocupações, até por um mandamento que o próprio Jesus Cristo disse, que está consignado no Evangelho de São Mateus, no sentido de que cada dia tem suas preocupações”, afirmou em entrevista à Globo News.

 

Flávio Dino vem sendo cotado para substituir Rosa Weber e apontado com um dos nomes favoritos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apesar de negar o interesse no cargo. Com uma possível indicação, Dino foi questionado sobre o clima no Senado para uma eventual sabatina e de acordo com o ministro, há um “ambiente muito bom”. 

 

No entanto, a recusa do nome de Igor Roque para a Defensoria Pública da União (DPU) é vista como um recado para o governo sobre uma possível repetição do comportamento dos senadores em relação à indicação de Dino. 

 

“Agora, eu estranho muito essas análises porque eu sou senador e, portanto, nas duas vezes em que eu fui convidado ao Senado fui muito bem tratado, cordialmente tratado por todos. Então, tem um ambiente muito bom no Congresso de um modo geral. Há uma excessão que é uma determinada comissão da Câmara dos Deputados, mas isso realmente é algo muito localizado de extremistas de direita, então isso realmente não está posto nesse momento, o meu foco é esse trabalho”, falou. 

 

“Um dia, se o presidente Lula colocar isso, aí vamos contar os votos, mas eu tenho muita tranquilidade com relação à boa relação que eu tenho no Congresso Nacional”, reforçou. 

 

Essa deverá ser a última indicação de Lula ao STF durante o seu terceiro mandato, já que as próximas vagas serão abertas somente depois de 2026, com as aposentadorias por idade dos ministros Luiz Fux, em 2028; Cármen Lúcia, em 2029; e Gilmar Mendes, em 2030.

 

A expectativa é de que o Supremo deva ficar constante pelos próximos cinco anos. É permitido aos ministros se aposentar voluntariamente por escolha pessoal ou problema de saúde, por exemplo. Porém, até o momento, não há qualquer anúncio nesse sentido por parte dos 10 magistrados que hoje compõem a Corte.

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