Sabesp: “Se fala em privatização dá arrepio”, diz presidente da Câmara

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São Paulo – Presidente da Câmara Municipal de São Paulo, o vereador Milton Leite (União) afirmou nesta quinta-feira (9/11) que a tendência, hoje, é que a Casa Legislativa não aprove a privatização da Sabesp no município.

“Hoje a Câmara não tem a métrica para dizer se vota sim ou não. Hoje a tendência é não”, disse ele durante reunião da comissão criada pela Câmara Municipal para avaliar os impactos da desestatização da companhia de saneamento.

A fala de Leite foi direcionada à secretária do Meio Ambiente, Logística e Infraestrutura, Natália Resende, ao presidente da Sabesp, André Salcedo, e ao secretário de Governo, Gilberto Kassab (PSD), todos presentes na Casa para defender a privatização, uma das promessas de campanha do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Leite e outros vereadores disseram que precisam de mais informações para se convencerem de aprovar a privatização – a capital paulista responde por 55% do faturamento da empresa.

O presidente da Câmara também citou os recentes problemas com a Enel, concessionária de energia, pela falta de luz que atingiu mais de 1,4 milhão no município após o temporal de 3/11.

“Na situação em que nos encontramos hoje, é difícil de se fazer [a privatização]. O ambiente nesse momento piorou. A história da companhia de energia está aí… Se fala em privatização dá arrepio, neste momento”, disse Milton Leite.

O vereador mencionou, como exemplo, o fato de a Câmara Municipal ter aprovado “em tempo recorde” uma CPI para investigar a prestação de serviços da Enel na capital “tamanha a repulsa da sociedade sobre o tema de energia que temos hoje”. O tempo entre a coleta de assinaturas e a instalação da comissão, segundo Leite, foi de 48 horas.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) já alertou aliados que pretende enviar um projeto um projeto de lei autorizando a capital a manter o contrato com a Sabesp assim que a Assembleia Legislativa (Alesp) aprovar o projeto de privatização da companhia.

A privatização também precisa ser aprovada pelas câmaras municipais de todas as 375 cidades paulistas que possuem contratos com a Sabesp. O contrato das prefeituras com a estatal contém uma cláusula de cancelamento em caso de privatização, o que exigirá a assinatura de novos contratos.

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