Confiança do empresariado baiano registra terceira queda consecutiva em outubro, aponta SEI

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O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB) marcou -52 pontos em outubro numa escala que vai de -1.000 a 1.000 pontos – confirmando, assim, um cenário de Pessimismo Moderado (intervalo de -250 pontos a zero ponto) pela 12ª vez em sequência.

 

Esta é a 12ª pontuação consecutiva abaixo de zero e a mais baixa pontuação desde maio deste ano. A métrica é calculada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) para monitorar as expectativas do setor produtivo do estado.

 

O resultado de outubro significou o recuo do nível de confiança comparativamente ao mês de setembro e ao mesmo mês de outubro do ano passado. Em relação a setembro (-44 pontos), a diminuição foi de 8 pontos, emendando a terceira queda seguida.

 

Em relação a outubro do ano passado, houve contração de 97 pontos, já que o ICEB havia registrado 45 pontos à época – também o terceiro encolhimento consecutivo nessa base comparativa. 

 

Entretanto, como sinaliza Luiz Fernando Lobo, integrante técnico da SEI, “apesar da perda reiterada de confiança, completando três recuos em sequência, a recuperação captada pelo ICEB nos meses de maio a julho não foi anulada, apesar de ter sido atenuada”.

SETORES
No que se refere aos setores, a contração do nível de confiança de setembro a outubro não aconteceu de forma generalizada, visto que não ocorreu em um dos quatro grupamentos: a Agropecuária. A queda em relação a outubro do ano passado, por outro lado, repercutiu em todas as quatro atividades. 

 

Em outubro, apenas um dos setores assinalou pontuação superior a zero: a Agropecuária, com 86 pontos. As demais pontuações foram: Indústria, -91 pontos; Serviços, -58 pontos; e Comércio, -60 pontos.

 

Dessa forma, o setor agropecuário foi o de melhor resultado pelo quarto mês seguido, enquanto a atividade de Indústria expôs o menor nível de confiança pela segunda vez consecutiva.

 

Do conjunto avaliado de assuntos, os temas crédito, situação financeira e abertura de unidades foram aqueles com as piores expectativas do empresariado baiano. Em contrapartida, as variáveis juros, inflação e PIB nacional apresentaram os indicadores de confiança em situação mais favorável no mês. 

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