Dino: prisão de Zinho é “resultado de trabalho sério e planejado”

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, manifestou-se nesta segunda-feira (25/12) sobre a prisão do miliciano Luis Antonio da Silva Braga (foto em destaque), 44 anos. Zinho, como é conhecido, era considerado o criminoso mais procurado do Rio de Janeiro e liderava a milícia que dominava a da Zona Oeste da capital fluminense.

“Mais um importante resultado do trabalho sério e planejado que está sendo executado no Rio de Janeiro e em outros estados, no combate às facções criminosas”, escreveu Dino nas redes sociais.

“No fim da tarde deste domingo, 24/12, a Polícia Federal, com apoio da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, efetuou a prisão do miliciano mais procurado do estado do Rio de Janeiro. O preso – que estava foragido desde 2018 – é considerado o líder da milícia que atua na Zona Oeste da cidade”, completou o ministro.

O miliciano tinha ao menos 12 mandados de prisão em aberto. Ele acabou detido após tratativas entre advogados dele com a PF e a Secretaria de Segurança Pública estadual do Rio de Janeiro.

Zinho se apresentou aos policiais federais da Delegacia de Repressão a Drogas (DRE-PF/RJ) e do Grupo de Investigações Sensíveis e Facções Criminosas (Gise/PF), na superintendência regional da corporação.

Ele foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) e, posteriormente, encaminhado ao sistema prisional do estado. Depois, acabou transferido para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, prisão de segurança máxima na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do estado informou que Zinho era considerado “inimigo número 1” do Rio de Janeiro e que comandava uma “máfia” que “parou” a Zona Oeste da Cidade.

“Essa é mais que uma vitória das polícias e do plano de segurança, mas da sociedade. A desarticulação desses grupos criminosos, com prisões, apreensões e bloqueio financeiro, e a detenção desse mafioso provam que estamos no caminho certo”, afirmou governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

Funcionamento do esquema Com atuação em especial na Zona Oeste da capital fluminense, Zinho havia sido alvo de operação da PF e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), na última terça-feira (19/12).

Ele era procurado pelos crimes de associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo. As investigações da PF e do MPRJ que levaram à Operação Dinastia 2, desencadeada na semana passada, revelaram que o miliciano explorava o setor da construção civil por meio da cobrança de taxas para cada tipo de obra.

Grandes empreiteiras eram obrigadas a pagar, todo mês, por construções em andamento e até por obras executadas pela Prefeitura do Rio. Por meio do material apreendido na 1ª fase da Operação Dinastia, em agosto de 2022, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPRJ, descobriu que o grupo cobrava “empréstimos” de empresários do ramo.

As investigações verificaram que uma empresa havia sido montada para cuidar dos “controles de pagamento”, da “dissimulação das cifras criminosas” e até do “embargo de obras, em caso de inadimplemento”. A segunda etapa da operação ocorreu para desfazer o núcleo financeiro da milícia.

À época, os órgãos envolvidos nas investigações identificaram as contas-correntes e as quantias depositadas, além de “toda a estrutura de imposição de taxas ilegais a grandes empresas e a pequenos comerciantes locais”.

O Metrópoles apurou que Zinho liderava a milícia que tinha o apelido dele no nome, o Bonde do Zinho. O grupo surgiu após um processo que envolvia a participação de parentes e trocas de comando em regiões dominadas pelos criminosos.

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