Vereador do PT é preso em operação que investiga lavagem de dinheiro do PCC

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O vereador de São Paulo Senival Pereira de Moura (PT) foi preso nesta quinta-feira, durante a Operação Última Parada, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. A investigação aponta que a Transunição Transportes S.A. foi usada para ocultar bens e movimentar recursos da organização criminosa. O político, que atua na Zona Leste, consolidou sua trajetória no setor de transportes desde os anos 1970, trabalhando inicialmente com linhas clandestinas. A apuração liga seu vínculo com antigos operadores de transporte alternativo à construção de sua base política.

Segundo as investigações, Senival estreitou sua atuação na Zona Leste após colaborar com perueiros durante o processo de regularização do segmento, no início dos anos 2000. Ele já operava no setor desde a década de 1970, quando explorava linhas clandestinas entre Guaianases e Itaim Paulista, usando Kombis. Planilhas apreendidas indicam que ele aparecia como “cooperado oficial” de pelo menos 13 ônibus da frota, uma designação para ocultar o real beneficiário econômico, com veículos registrados em nomes de terceiros ou da própria empresa.

A fiscalização aponta que os rendimentos do esquema eram desviados para Senival. O início das apurações remonta a março de 2020, após um homicídio que desencadeou o inquérito. A vítima, identificada como Adauto, atuava como um dos “laranjas” da Transunição, servindo de testa de ferro na gestão da empresa e na lavagem de dinheiro destinada a membros do PCC.

Na época, Jair Ramos de Freitas, conhecido como “Cachorrão”, foi apontado como autor dos disparos que ceifaram o ex-diretor. No dia do crime, Adauto foi levado a uma padaria por Devanil Souza Nascimento, o “Sapo”, apontado como motorista de confiança de Senival e também preso na operação de 2022. As investigações seguem, com a Polícia Civil e o MP-SP buscando desmontar toda a rede de vantagens ilícitas ligada ao político.

A prisão de Senival Moura integra a continuidade da operação Última Parada, que visa desarticular esquemas de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro vinculados ao crime organizado. Autoridades ressaltam que o caso envolve múltiplos envolvidos e que novos desdobramentos devem surgir à medida que as investigações avançam.

E você, o que pensa sobre o impacto de casos como este na política local e na confiança da população? Deixe sua opinião nos comentários e conte seus pontos de vista sobre o combate à corrupção e à relação entre política e crime na cidade.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

MP-BA recomenda reformas urgentes e novo transporte para conselho tutelar de ibicuí

Resumo: O Ministério Público da Bahia, por meio da Promotoria de Justiça de Iguaí, enviou uma recomendação ao prefeito de Ibicuí, Salomão Cerqueira,...

Flávio Bolsonaro volta a negar ofensas contra Michelle e pede apoio do núcleo feminino do PL: “Nunca desrespeitei uma mulher na minha vida”

O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, negou veementemente ter ofendido Michelle Bolsonaro, esposa de seu pai. Em um vídeo de...

MP aponta que vereador era verdadeiro dono de empresa ligada ao PCC

Uma operação recente, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo, aponta o vereador Senival Pereira de Moura (PT) como...