África do Sul denuncia Israel por ‘genocídio’ perante a Corte Internacional de Justiça

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

faixa de faz

A Corte Internacional de Justiça (CIJ) informou nesta sexta-feira, 29, que recebeu a denúncia da África do Sul contra Israel por suposto “genocídio” na Faixa de Gaza, embora as autoridades israelenses não reconheçam a autoridade do tribunal. De acordo com a documentação apresentada pela África do Sul, “os atos e omissões de Israel (…) têm caráter genocida, sendo cometidos com a intenção específica necessária (…) de destruir os palestinos em Gaza como parte do grupo nacional, racial e étnico palestino mais amplo”, disse a CIJ. A África do Sul acrescenta que “a conduta de Israel, por meio de seus órgãos estatais, agentes estatais e outras pessoas e entidades que agem sob suas instruções ou sob sua direção, controle ou influência, em relação aos palestinos em Gaza, viola suas obrigações nos termos da Convenção sobre Genocídio”, de acordo com comunicado da CIJ .

O governo sul-africano, que anunciou o rompimento das relações diplomáticas com Israel por causa de sua ofensiva contra a Faixa de Gaza em retaliação ao ataque terrorista perpetrado pelo grupo islâmico Hamas em 7 de outubro, já havia tornado público que apresentaria uma queixa à CIJ. Além disso, em novembro, junto com Bangladesh, Bolívia, África Oriental, Comores e Djibuti, o país solicitou à Procuradoria do Tribunal Penal Internacional (TPI) que abrisse uma investigação. O promotor do tribunal respondeu então que já está conduzindo uma investigação desde 2021 sobre crimes nos territórios palestinos ocupados, que “abrange condutas que podem constituir crimes nos termos do Estatuto de Roma cometidos desde 13 de junho de 2014 em Gaza e Cisjordânia”, e se estende à “escalada de hostilidades e violência desde os ataques ocorridos em 7 de outubro”.

Na documentação agora entregue por Johanesburgo, ele acrescenta que “Israel se envolveu, está se envolvendo e corre o risco de se envolver ainda mais em atos genocidas contra o povo palestino em Gaza”. “A África do Sul busca basear a jurisdição do Tribunal no artigo 36, parágrafo 1º, do Estatuto do Tribunal e no artigo IX da Convenção sobre Genocídio, da qual tanto África do Sul quanto Israel são partes”, explicou o tribunal. A queixa da África do Sul inclui medidas provisórias para “proteger contra novos danos graves e irreparáveis aos direitos do povo palestino sob a Convenção de Genocídio e para garantir o cumprimento das obrigações de Israel de não cometer, prevenir e punir tais crimes”.

*Com informações da agência EFE

 

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Putin propõe cessa-fogo na Ucrania para data comemorativa

O dia 9 de maio, data emblemática para a Rússia ao celebrar a vitória sobre a Alemanha nazista em 1945, pode ganhar um...

Duas pessoas são esfaqueadas em bairro judaico de Londres; suspeito é preso

Duas pessoas foram esfaqueadas nesta quarta-feira (29) em Golders Green, um bairro de Londres com marcada presença de moradores judeus. Um homem de...

Comitê do Senado dos EUA aprova Warsh para presidência do Fed; votação vai ao Plenário

O Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos aprovou a indicação de Kevin Warsh para presidir o Federal Reserve, o banco central do...