Pendência no edital trava licitação do sistema de transporte marítimo entre Salvador e Mar Grande

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Em operação há mais de 50 anos, a travessia Salvador-Mar Grande tem causado diversos transtornos e gerado insatisfação nos usuários que realizam o transporte marítimo por conta dos atrasos e suspensões. O trajeto tem duração de cerca de 40 minutos e custa entre R$ 7,50 e R$ 11,80 a depender do dia da semana. 

 

Atualmente o sistema conta com 12 embarcações, sendo que a capacidade máxima é colocada à disposição em períodos de maior movimento, como aconteceu no final de 2023, onde oito foram colocadas em operação e quatro ficaram na reserva. O problema acontece justamente quando a maré está baixa e as lanchas não conseguem aportar em Mar Grande, por conta da profundidade na região do atracadouro da ilha, o que torna a navegação inadequada.   

 

A Agerba (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia) informou, ao Bahia Notícias, que já se encontra em fase interna uma licitação para Outorga de Concessão das Linhas de Transporte Hidroviário entre Salvador e Mar-Grande, porém que ainda aguarda a validação do edital revisado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-BA). A agência também estima que a publicação do documento seja realizada até o final deste mês. 

 

Porém, por mais que o edital já esteja aguardando apenas a validação, a Agerba ainda apontou que existe uma pendência na PGE-BA, mas que não deve comprometer o lançamento para os próximos dias. Não foram divulgados os requisitos nem por quanto tempo a empresa vencedora deverá operar o sistema. 

 

POSSÍVEL SOLUÇÃO

É sabido que os principais problemas que afetam a travessia Salvador-Mar Grande são decorrentes de fenômenos naturais, porém, um processo de drenagem que é realizado pelo Governo da Bahia poderia ser de extrema utilidade e resolver o impasse que afeta o trajeto de milhares de pessoas que dependem das lanchas há algumas décadas. 

 

O objetivo principal desta dragagem seria remover parte do fundo do mar por meio de equipamentos conhecidos como dragas, assim, a profundidade do local seria aumentada consideravelmente, possibilitando a boa navegabilidade. 

 

Trata-se de um projeto aprovado em 2019 e orçado na época em R$ 7,8 milhões, mas que foi paralisado. Na época, a drenagem começou a ser executada pela Secretaria de Infraestrutura e foi interrompido na fase inicial, aguardando inclusive um processo de licitação para que seja retomada, logo com a implantação de um canal de navegação que permitirá que as embarcações realizem as travessias sem interrupções. 

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