Grupo de juristas pede ao STF lista com nome de 30 mil espionados pela Abin

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Prerrogativas, grupo brasileiro formado por advogados, ativistas políticos e profissionais da área jurídica, enviou uma petição do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira, 25, pedindo que os nomes de todos os alvos da espionagem ilegal supostamente praticada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na gestão Bolsonaro sejam divulgados.

O grupo solicita ao presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, que a lista com nomes de cerca de 30 mil pessoas, incluindo ministros, políticos, jornalistas, policiais, e advogados seja publicada para haver “a reparação aos direitos fundamentais à intimidade, a vida privada e a proteção de dados”.

Nesta quinta-feira, 25, Polícia Federal (PF) cumpriu 21 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, em endereços ligados a suspeitos de participar de espionagem ilegais na Abin. O principal alvo foi o ex-diretor da agência e hoje deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), indicado para o cargo pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL).

De acordo com a PF, também houve a suspensão imediata de sete policiais federais por estarem supostamente envolvidos no esquema ilegal.

Segundo as investigações, ele e assessores são suspeitos do uso do sistema FirstMile, sem autorização judicial, para espionar adversários políticos. O software é capaz de detectar um indivíduo com base na localização de aparelhos que usam as redes 2G, 3G e 4G.

Segundo a investigação na primeira fase da operação, em outubro de 2023, a Abin fez 33 mil monitoramentos ilegais durante o governo Bolsonaro. Do total, 1,8 mil foram destinados à espionagem de políticos, jornalistas, advogados, ministros e adversários da gestão do ex-presidente.

Nomes como o dos ministros do STF, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia, o ministro da Educação, Camilo Santana – na época governador do Ceará -, e a promotora de Justiça do Rio de Janeiro que investigou o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes fazem parte da lista de monitorados.

A nota, assinada pelos advogados representantes do grupo, Marco Aurélio de Carvalho e Fernando Hideo Lacerda, cita ser “direito de todos saber se suas informações pessoais foram acessadas ilegalmente pelo Estado” e destaca que as informações oficiais da PF apontam para o acesso clandestino de dados sigilosos de 30 mil cidadãos.

Ramagem disse em entrevista à GloboNews que, nem ele, nem os policiais federias que estavam com ele, tiveram “a utilização, execução, gestão ou senha desses sistemas”. A Abin diz em nota que é “a maior interessada na apuração rigorosa dos fatos” e que colabora com as investigações há 10 meses.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Brasil x Haiti: saiba onde assistir ao jogo da Seleção Brasileira na Copa

Para eu aplicar todas essas regras (copywriting, SEO, formatação para WordPress, galeria de imagens, etc.), preciso do texto original que deseja reescrever. Você...

Lula “discute” com criança em BH sobre futebol e igualdade de gênero

Em Belo Horizonte, o presidente Lula reagiu a uma criança que afirmou que homens jogam melhor futebol, e aproveitou o momento para mencionar...

Xanddy rebate críticas após receber título de cidadão santo-amarense: “Não sabe absolutamente nada da minha história”

Resumo: O cantor Xanddy Harmonia foi agraciado com a cidadania santo-amarense pela Câmara de Santo Amaro. A homenagem incluiu uma apresentação gratuita em...