Vídeo: motorista do Porsche fala com voz pastosa antes do acidente

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São Paulo – Vídeo encaminhado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) mostra o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, falando com a voz pastosa dentro do Porsche minutos antes do acidente que causou a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, no dia 31 de março.

As imagens foram divulgadas nesta terça-feira (14/5) pelo portal G1 e, depois, obtidas pelo Metrópoles. A cena foi gravada por Juliana de Toledo Simões, namorada de Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava no veículo com Fernando e se feriu gravemente no acidente.

Na filmagem, Giovanna Pinheiro da Silva, namorada de Fernando, pergunta “você quer apanhar?”. Ele responde com a voz pastosa “vamos jogar sinuca”. Na sequência, Juliana pergunta “vamos o que, Fernando?” e ele repete “vou jogar sinuca”. Giovanna então diz: “Eu não! Cê vai sozinho, tchau. Eu vou embora com eles”. E a porta do Porsche é fechada.

Prisão O motorista do Porsche teve prisão preventiva determinada pela Justiça na última sexta-feira (3/5). O empresário passou o fim de semana foragido, se apresentou à Polícia Civil na segunda (6/5) e aguarda transferência para o Presídio 2 de Tremembé, no interior de São Paulo, conhecido como “Cadeia dos Famosos”, por abrigar presos envolvidos em crimes de grande repercussão.

Fernando Filho é réu por homicídio qualificado e lesão corporal gravíssima. O motorista de aplicativo dirigia um Renault Sandero morreu logo após a colisão. A outra vítima é o estudante Marcus Vinicius Machado Rocha, 22 anos, carona no Porsche — fraturou quatro costelas, precisou ser hospitalizado e perdeu o baço.

Apresentando sinais de embriaguez, Fernando Filho recebeu permissão dos PMs para ir embora, sem fazer o teste do bafômetro. Os policiais também são alvos de investigação.

Câmeras de monitoramento flagraram o empresário dirigindo o Porsche, avaliado em mais de R$ 1 milhão, em altíssima velocidade quando bateu na traseira do carro de Ornaldo.

Investigação do Porsche Laudo do Instituto de Criminalística apontou que a velocidade média do Porsche era de 156 km/h. Quando se apresentou à polícia, contudo, mais de 36 horas após o acidente, o empresário disse que estava “um pouco acima da velocidade máxima permitida”, que é de 50 km/h.

À polícia, o amigo que estava no Porsche disse que Fernando Filho havia ingerido bebida alcóolica antes, contrariando o depoimento do empresário.

Antes do acidente, os amigos e suas respectivas namoradas foram a um restaurante, onde o grupo consumiu nove drinques, e depois a uma casa de pôquer, com open bar.

A análise das imagens das câmeras corporais dos PMs que atenderam a ocorrência mostra o momento em que Fernando Filho é liberado do local do acidente junto com a mãe, sob a justificativa de que iria procurar atendimento médico.

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