Rainha do Peladão e mãe de Djidja: quem é Cleusimar, líder de seita

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Cleusimar Cardoso, mãe da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, é uma das investigadas por suposto envolvimento com tráfico de drogas. Ao lado do filho, Ademar, a matriarca é responsável pela seita “Pai, Mãe, Vida”, que faz uso de drogas alucinógenas, como a cetamina.

A mulher é dona da Belle Femme, rede de salões de beleza da família em Manaus, e costuma falar sobre a seita religiosa em suas redes sociais, além de um processo de emagrecimento pelo qual passou.

Cleusimar foi campeã do concurso Rainha do Peladão em 1984. Na época, ela tinha 14 anos. Djidja também venceu o mesmo concurso, em 2021.

 

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Uma publicação compartilhada por Djidja Cardoso (@djidjacardoso)

Seita religiosa O delegado Cícero Túlio, responsável pelo caso que investiga a família da ex-sinhazinha do Garantido, afirmou que vítimas da seita criada por Cleusimar e Ademar Cardoso foram mantidas em cárcere privado.

De acordo com declaração de Cícero Túlio ao jornal O Globo, as vítimas teriam ficado “despidas por vários dias”, seriam abusadas sexualmente e obrigadas a fazer uso de substâncias alucinógenas.

“Diversas pessoas já foram ouvidas no curso da investigação. Duas pessoas relataram fatos criminosos que levam a crer na possibilidade prática de estupro de vulnerável. Inclusive, com a possibilidade de ter acontecido um aborto com uma dessas garotas”, afirma o delegado.

Cleusimar e Ademar foram presos por tráfico de drogas e associação ao tráfico. Ele é acusado também de estupro. Três funcionários do salão Belle Femme, comandado pela família em Manaus (AM), estão presos.

Segundo a polícia, a ex-companheira de Ademar seria uma das vítimas da seita comandada pela família e “Pai, Mãe, Vida”. A organização religiosa fazia uso de cetamina, uma droga com efeitos alucinógenos.

Líder de seita religiosa: quem é Ademar, irmão de Djidja Cardoso

“Ao longo das investigações, tomamos conhecimento de que Ademar também foi responsável pelo aborto de uma ex-companheira sua, que era obrigada a usar a droga e sofria abuso sexual quando estava fora de si”, apontou o delegado.

O local onde as vítimas haviam sido mantidas — o mesmo onde a família morava — tinha “cheiro de podridão”, com centenas de seringas e doses da droga espalhadas pelo local.

“Outras duas pessoas relataram essa situação do estupro, principalmente por terem sido dopadas durante o ato sexual e não se lembrarem nada sobre aquilo. Algumas delas permaneceram despidas por vários dias, sem sequer tomar banho, em uma situação de cárcere privado. Inclusive, no momento que adentramos naquela residência, o cheiro de podridão era muito forte”, disse o delegado.

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