Programa vai monitorar eventos climáticos e famílias vulneráveis em MG

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O governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), vai lançar uma plataforma capaz de prever desastres ambientais e mitigar seus eventuais impactos. O foco é inibir a ocorrência de tragédias socioambientais no estado.

O programa “Mapeia Minas” será usado para monitorar barragens, enchentes, secas e demais eventos climáticos, além de ter um sistema integrado da localização de famílias no CadÚnico em situação de vulnerabilidade ou que residem em áreas de risco.

Até o momento, não há previsão de quando o sistema será colocado em prática ou liberado para acesso público. O Metrópoles entrou em contato com a Sedese, mas não obteve respostas. O espaço segue aberto.

Nos últimos quatro anos, Minas Gerais vem sofrendo com problemas relacionados à chuva. Entre 2021 e 2022, o estado registrou elevados volumes de precipitações e metade dos 853 municípios chegaram a entrar em situação de emergência ou calamidade. À época, cerca de 70 mil ficaram desabrigados ou desalojados.

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Ministério do Desenvolvimento Regional/Divulgação2 de 6

Divulgação/Prefeitura de Betim3 de 6

LUIDGI CARVALHO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO4 de 6

ELVIRA NASCIMENTO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO5 de 6

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Corpo de Bombeiros/Divulgação De acordo com levantamento da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), no período chuvoso de 2023/2024 (entre 27/9 do ano passado e 31/3 deste ano) 2.833 pessoas foram desalojadas, 399 ficaram desabrigadas e seis vítimas morreram em decorrência das chuvas em MG.

Enquanto no período anterior (2022/2023), foram registrados 12.923 desalojados, 2.241 desabrigados, além de 22 mortes devido à chuva.

Mapeia Minas Tudo começou quando a Sedese teve a ideia de construir uma rede de sistema que gerasse informações sobre as áreas de risco que existem em Minas Gerais, com informações da localização de famílias vulneráveis para implementar ações de prevenção a eventos climáticos extremos.

A plataforma do Mapa Minas usa dados de geolocalização que foram integrados a uma amostra da base de dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), bem como os alertas climáticos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Com as informações, a Sedese pode fazer o georreferenciamento de pessoas e controlar os dados por meio de painéis, com o mapa apontando quando há alertas meteorológicos.

O Mapeia Minas possibilita fazer a busca por município e a verificação da quantidade e o local onde estão as pessoas em situação de risco, de acordo com as previsões meteorológicas, visando uma ação preventiva.

A iniciativa é de autoria da SoftwareOne, AWS e governo de Minas Gerais. Também participaram do desenvolvimento do sistema o Ministério Público, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil de MG e entidades que atuam em casos de desastres ambientais.

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