PP tem prazo para Derrite se viabilizar como candidato ao Senado

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Jessica Bernardo/Metrópoles
Guilherme Derrite discursa em evento com lideranças

O Partido Progressista (PP) de São Paulo definiu um prazo de 15 dias para medir a viabilidade da candidatura de Guilherme Derrite ao Senado. Se não houver sinal positivo, a orientação interna é que ele dispute a reeleição para a Câmara. A ideia é acompanhar de perto pesquisas internas, o peso da propaganda de TV que começa em agosto e o impacto dos cenários eleitorais antes do registro de candidatura.

O debate ganhou corpo após dois eventos de rodada dupla marcados em maio. Em Campinas, no Royal Palm Plaza, Derrite abriu a agenda ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No dia seguinte, Sorocaba sediou novo encontro, porém Tarcísio permaneceu no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, para se recuperar de uma gripe. A proximidade entre Derrite e a cúpula do centrão, porém, não sanou as dúvidas internas sobre a estratégia mais eficaz para o partido.

Há sinais de distanciamento entre Derrite e o ex-secretário de Segurança Pública de SP, o que já era perceptível desde março. Os dirigentes do PP indicam que acompanharão os próximos 15 dias para enxergar como a propaganda de TV — obrigatória a partir de 16 de agosto — pode influenciar o cenário. Além disso, dois cenários têm sido discutidos internamente: manter Derrite na disputa pelo Senado ou concentrar esforços para ampliar a bancada na Câmara dos Deputados, com foco na obtenção de cadeiras via quociente eleitoral.

No radar de insiders do PP, há quem veja Andre do Prado (PL), atual presidente da Assembleia Legislativa de SP, como potencial roubando parte do eleitorado de Derrite, surfando o rótulo de “candidato de Tarcísio” com apoio de Eduardo e Flávio Bolsonaro — ambos no PL. Além disso, a presença de Derrite pode fortalecer a performance parlamentar do PP, já que ele é visto como puxador de votos para o partido na Câmara, caso opte pela cadeira federal.

Para derrite, a leitura interna é de que o deputado está à frente em várias sondagens, mas há a confirmação de que outros nomes do mesmo campo competitivo também aparecem bem, elevando a cautela sobre uma possível derrota caso persista a postulação ao Senado. O PP sustenta que a candidatura já está lançada e tem base para fortalecer a posição em deputados, ainda que haja dúvidas sobre o custo de manter Derrite fora da disputa pela Câmara. A assessoria de Derrite reforça: não há menor possibilidade de desistência, pois a pré-candidatura já recebeu respaldo da direção e das lideranças da direita.

E você, o que acha da estratégia do PP em São Paulo? Acredita que Derrite pode de fato ampliar a influência do partido no Congresso ou que a prioridade deve ser fortalecer a atuação na Câmara? Comente abaixo suas opiniões e expectativas para as próximas semanas de definição política.

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