Considerado o “patrimônio vivo de Pernambuco”, ocorreu no dia 26 desta sexta-feira o falecimento do xilogravurista, cordelista e poeta J. Borges, aos 88 anos de idade. Natural de Bezerros, nascido em 1935, José Francisco Borges é reconhecido e celebrado no Museu do Pontal, no Rio de Janeiro, com uma exposição programada até 2025.
As obras de xilogravura de J. Borges cativaram admiradores ilustres, como o renomado escritor Ariano Suassuna. O artista desenvolveu sua paixão desde a infância, esculpindo peças em madeira para criar colheres de pau e brinquedos artesanais, posteriormente comercializados nas feiras locais. Foi ainda durante sua juventude que iniciou a comercialização de folhetos de cordel, gênero literário ao qual se dedicou com intensidade a partir dos 21 anos de idade.
Ao longo de sua carreira, J. Borges foi agraciado com vários prêmios, destacando-se a comenda da Ordem do Mérito Cultural, o reconhecimento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) na categoria Ação Educativa/Cultural, além do título de Patrimônio Vivo de Pernambuco.
Em 2018, a trajetória do artista serviu de inspiração para a produção de documentários e também para o desfile da renomada escola de samba Acadêmicos da Rocinha. J. Borges realizou exposições em diversos países, incluindo os Estados Unidos, França, Alemanha, Suíça, Itália, Venezuela e Cuba.
Através das plataformas de mídias sociais, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou homenagem ao falecido artista. “Hoje nos despedimos de José Francisco Borges, o J. Borges, um dos grandes nomes da xilogravura no país. Autodidata, iniciou sua jornada artística desde cedo nas áridas terras do agreste pernambucano. Foi uma imensa satisfação levar sua arte até o Papa. Meus pêsames aos familiares, amigos e admiradores deste gigante da arte brasileira”, expressou Lula.

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