Ucrânia e Rússia retomam negociações de paz em Genebra sob mediação dos EUA

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Genebra recebe a segunda rodada de negociações de paz entre Ucrânia e Rússia, com a presença de mediadores dos Estados Unidos. O objetivo é encerrar quatro anos de conflito na região, em meio a ataques contínuos e a uma busca por soluções políticas e militares.

As conversas foram organizadas em grupos de trabalho que tratam de questões políticas e militares. O chefe da delegação ucraniana, Rustem Umierov, informou pelas redes que as negociações seguem, enquanto um porta-voz da delegação russa confirmou o reinício dos diálogos.

O governo dos EUA pressiona para o fim do conflito, mas ainda não houve acordo sobre a definição territorial entre Moscou e Kiev. Duas rodadas anteriores, em Abu Dhabi, não renderam avanços significativos. O enviado americano Steve Witkoff afirmou que os esforços do presidente Trump representam um passo adiante e que as partes concordaram em manter seus líderes informados enquanto trabalham por um acordo.

No terreno, a guerra continua. A Força Aérea ucraniana informou que, na véspera, a Rússia lançou um míssil balístico e 126 drones contra o território, com mais de cem drones abatidos. Volodímir Zelenski perguntou se Moscou leva as negociações a sério, dizendo que a paz duradoura não virá se a prioridade for apenas ataques, não a diplomacia real.

A Rússia busca ampliar seu controle na região leste, incluindo Donetsk, como condição de qualquer acordo, e já ameaçou agir pela força em caso de fracasso das negociações. Enquanto isso, as forças ucranianas registraram avanços recentes, recuperando 201 quilômetros quadrados na última semana, segundo a AFP, marca dos progressos mais rápidos em dois anos e meio.

O tom da primeira rodada em Genebra foi descrito como tenso, com as partes discutindo mecanismos práticos e possíveis soluções para o conflito. O Kremlin enviou Vladimir Medinski como principal negociador, e Umierov destacou ter alinhado com aliados europeus os resultados da reunião, incluindo encontros com Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha, Itália e Suíça.

Este é um momento decisivo para a busca de paz na Ucrânia, com observadores internacionais atentos a cada sinal de avanço ou recuo. Qual é a sua leitura sobre as chances de um acordo sustentável? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua opinião sobre o caminho que pode levar a uma solução duradoura.

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