Simões afirmou que denúncia sem apontar o responsável dificulta o combate à corrupção e disse que o relato é “caso de polícia”

Belo Horizonte — o governador de Minas Gerais e pré-candidato ao Palácio Tiradentes, Mateus Simões (Novo), pediu que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) revele quem teria oferecido dinheiro para que ele desista de disputar o governo. A cobrança veio durante visita ao Mercado Central, em Belo Horizonte, na presença do ex-governador Romeu Zema.
Questionado sobre o discurso de Cleitinho no Senado, Simões disse acreditar no relato, mas quer ver o caso levado adiante. “É importante que ele denuncie essa pessoa publicamente. Esse é um assunto de polícia”, afirmou, ressaltando a necessidade de transparência nesses casos.
O governador reforçou a importância da transparência em denúncias desse tipo, lembrando episódios de investigações envolvendo corrupção de sua trajetória. “Transparência nessa hora é a única forma de mudar a política”, afirmou, defendendo cobrança clara de quem estaria por trás de qualquer pressão.
Simões também mencionou a sua própria experiência para justificar a posição. Ele enfatizou que acusações sem identificação do responsável dificultam a luta contra a corrupção, destacando que não basta apontar problemas—é preciso apontar o culpado.
Entenda o caso: na última quarta-feira (8/7), Cleitinho afirmou, em discurso no Senado, ter recebido uma oferta de dinheiro para desistir de uma eventual candidatura ao governo de Minas. Segundo o senador, um político de Divinópolis transmitiu a mensagem enviada por terceiros: “Eles estão te oferecendo dinheiro para ver se você desiste”.
Embora tenha feito a acusação, Cleitinho não apresentou provas nem revelou quem fez a proposta, assegurando apenas que não está à venda e que continuará debatendo a possibilidade de concorrer ao Palácio Tiradentes.
Avaliação sobre candidatura — Durante a visita ao Mercado Central, Simões voltou a dizer que não acredita que Cleitinho chegue a disputar o governo. Se o senador entrar na disputa e perder, seria um desastre político para ele; se vencer, também traria dificuldades, visto que, segundo o governador, não haveria condições financeiras para cumprir grandes promessas, como redução de impostos e reajustes reais para servidores.
Ele acrescentou que pretende manter Cleitinho no mesmo campo político e destacou que, na visão dele, os dois nunca estiveram separados em nenhuma eleição. Isso tudo, segundo Simões, depende de responsabilidade fiscal do estado.
E você, o que pensa sobre esse caso de transparência na política mineira? Deixe sua opinião nos comentários e conte como enxerga as movimentações envolvendo Cleitinho e Mateus Simões.
