Um caso de forte repercussão envolve o advogado Eduardo Vinícius Lopes de Castro, do Distrito Federal, que ficou conhecido nas redes após aparecer em um vídeo dando voz de prisão a uma agente do Detran-DF. Paralelamente, Eduardo já teve decisões da Justiça do DF em 2022 que o mantiveram sob medidas protetivas por perseguir uma ex-namorada e cercar a casa dela.

Dos anos de perseguição, o Juizado de Violência Doméstica do Guará aponta que Eduardo perseguiu a ex-namorada por mais de dois anos após o término, em 2020. A vítima relatou à polícia que ele criava perfis falsos nas redes sempre que era bloqueado e que as investidas aumentaram quando ela começou um novo relacionamento. Na época, Eduardo usou sua conta oficial no X para celebrar a carteira da OAB — a chamada “vermelhinha” — e sugeriu retaliação jurídica contra a ex que já havia registrado boletim de ocorrência.
“Tá chegando a hora de pagar com juros e correção o mal que me causou! O processo com a vermelhinha em mãos (…) vai ser um desafio. O fato aconteceu há dois anos, mas vamos trabalhar firme!”
Além do assédio virtual, o histórico aponta para tentativas de contato físico intimidatório. Mesmo morando em Ceilândia, o advogado seria visto rondando a proximidade da casa da ex-namorada, no Guará, logo após ela deixar uma padaria. O Ministério Público do DF (MPDFT) interveio, defendendo a manutenção de medidas protetivas urgentes: Eduardo está proibido de se aproximar a menos de 200 metros da vítima e de qualquer contato.
À época, ele chegou a solicitar habeas corpus para derrubar a medida, mas a Justiça negou o pedido. A inscrição do advogado junto à OAB continua ativa e regular, mesmo com as denúncias. A OAB-DF foi procurada pela reportagem para se pronunciar, e a matéria será atualizada com o posicionamento da instituição.
O próprio Eduardo negou as acusações e afirmou que não esteve próximo da residência da ex. “Eu nem estava no Guará nesse dia, já comprovei que nem estive lá; não tinha contato nem ligação com ela”, disse ao jornal. O posicionamento da defesa também sustenta que não houve mensagens enviadas à ex-namorada.
Entenda a confusão envolvendo a agente do Detran
- O vídeo circulante mostra Eduardo ordenando prisão a uma agente do Detran-DF, que reage com frustração.
- Outro servidor tenta acalmar a situação, e o advogado afirma que a agente está errada.
- Eduardo disse ter ido à blitz para buscar o carro de um cliente que se recusou a fazer o teste do bafômetro.
- O caso foi registrado na PCDF como injúria.
E você, o que acha dessa série de fatos envolvendo o caso e as atitudes do advogado? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão nos comentários. Quais sinais você considera determinantes para entender esse tipo de situação?
