Pai é preso por manter filho acorrentado dentro de barril. Sem comida, ele comia as próprias fezes

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Com as pernas inchadas, sem roupas, debilitado e desnutrido, mãos e os pés acorrentados e sem poder se sentar ou agachar.
O menino (11 anos) era mantido em pé no espaço onde também fazia necessidades fisiológicas. Há suspeita de que, mantido sem comida, tenha se alimentando das próprias fezes. O local era coberto por uma telha e havia uma pia de mármore por cima para impedir a saída dele.
O garoto disse aos policiais que estava sendo mantido daquela forma porque ele queria algo para comer e só podia pegar, quando autorizado, diferente do que acontecia com outros irmãos, com livre acesso à geladeira, sempre que desejassem.
Menino desnutrido e com marcas de sofrimento fisico e mental
Menino desnutrido e com marcas de sofrimento físico e mental
O resgate aconteceu, no fim da tarde de sábado (30), depois de denúncia de vizinhos, que passaram a estranhar o sumiço da criança, mantida em cárcere privado dentro de um barril de ferro numa casa no Jardim Itatiaia, em Campinas (SP). Ele foi internado no Hospital Ouro Verde, sob a tutela de uma tia paterna.
Auxiliar de serviços gerais, o pai da criança (31 anos), tentou justificar pra polícia porque estava mantendo o próprio filho em situação de tortura. “Ele é agitado dentro de casa e fiz isso para educá-lo”, disse.
O pai foi autuado e pode responder pelo crime de tortura, com pena de 2 a 8 anos, por ter submetido o próprio filho à grave violência e ameaça, causando intenso sofrimento físico e mental.

A namorada dele (faxineira, 39 anos) e a filha dela (vendedora, de 22 anos) vão responder por omissão e por não agir para evitar os resultados, crime com pena de 1 a 4 anos de detenção. A 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), no Jardim Londres, arbitrou fiança em 5 mil reais, para cada uma delas.
O Conselho Tutelar e a Secretaria de Serviço Social foram avisados de suspeitas dos moradores, mas não agiram. Apesar da pandemia, ainda há questões a serem apuradas sobre a falta de acompanhamentos da família por profissionais de saúde ou de assistentes sociais.

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