Prefeituras-Bairro oferecem serviço de orientação para reconhecimento da paternidade consensual

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

As Prefeituras-Bairro em Salvador estão empenhadas em ajudar no reconhecimento da paternidade consensual, uma vez que algumas crianças nascidas no estado não têm o nome do pai registrado nas certidões, conforme dados da Associação Nacional de Registradores de Pessoas Naturais (Arpen) divulgados pela Defensoria Pública da Bahia. Com a implementação do Projeto Pai Presente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), busca-se reduzir o número de casos sem o reconhecimento paterno.

A realização das ações conta com parcerias com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos Pré-Processual (Cejusc). Os serviços visam atender crianças, adolescentes e adultos que não possuem o reconhecimento paterno. No entanto, o atendimento é realizado em nove das dez unidades da Prefeitura-Bairro em Salvador, com exceção apenas da unidade do Centro.

André Maracajá, diretor da Prefeitura-Bairro Cabula/Tancredo Neves, destaca a importância do mês de agosto, quando se celebra o Dia dos Pais, como um período relevante para refletir sobre o direito ao reconhecimento da paternidade. Ele ressalta que o atendimento oferece orientações para garantir o cumprimento da lei, acolhendo mães que chegam em busca de assistência. A população é convidada a utilizar este serviço que faz parte de uma rede de órgãos.

Nos atendimentos realizados na Prefeitura-Bairro Cabula/Tancredo Neves, a atendente Catarine Brito explica que o reconhecimento da paternidade pode envolver situações em que o pai se apresenta disposto a registrar sem a realização de exames, assim como casos em que as mães buscam o reconhecimento do pai que se recusa a registrar.

Para realizar a audiência de conciliação, é necessário que o suposto pai esteja disposto a reconhecer a paternidade sem a necessidade de exame de DNA. Um termo de audiência é lavrado para averbar a paternidade no Cartório de Registro Civil competente. Em situações de recusa do pai, a orientação é buscar a Defensoria Pública da Bahia para uma ação judicial, já que na Prefeitura-Bairro não são realizados exames de DNA.

O evento “Corrente do Amor – Cejusc – Pai Presente”, promovido pelo Nupemec do TJ-BA, oferecerá a coleta de materiais genéticos para exames de investigação de paternidade de forma gratuita, visando atender a população carente. O projeto ocorrerá na sede do Laboratório Biocroma, e as famílias interessadas devem entrar em contato pelos telefones disponíveis. A iniciativa é uma oportunidade para aqueles que buscam o reconhecimento da paternidade por meio de exames de DNA.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Secretário de Justiça da Bahia destaca investimentos federais e estaduais para modernização do sistema prisional

Durante a caminhada cívica do 2 de Julho, o Secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, anunciou que o estado...

Morre Hikaru Kurosaki, intérprete de Jaspion, aos 64 anos

O ator japonês Hikaru Kurosaki, conhecido por viver o herói da série O Fantástico Jaspion, faleceu nesta semana, aos 64 anos. A confirmação...

STJ anula multa aplicada ao Sinpro por greve dos professores

Grande AngularO ministro do STJ Paulo Sérgio Domingues entendeu que não havia motivo para cobrança da multa já que houve acordo para o...