Noivo de delegada assassinada enfrentava 26 ocorrências e acusação de falsidade ideológica

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Noivo enfrentando 26 ocorrências e acusado de falsidade ideológica após a morte da delegada

Na manhã desta terça-feira (13), o noivo da delegada Patrícia Neves Jackes Aires, de 39 anos, trouxe à tona detalhes sobre o assassinato da parceira, revelando que o acusado estava envolvido em casos de falsidade ideológica.

O parceiro da delegada, identificado como Tancredo Neves, de 26 anos, foi detido em flagrante pela polícia. Em uma entrevista à TV Bahia, a delegada-geral do estado da Bahia, Heloísa Brito, informou que o homem é acusado de falsidade ideológica. Além disso, o Conselho Federal de Medicina confirmou que não existe registro com o nome do acusado.

Tancredo Neves possui um histórico de diversas ocorrências relacionadas à violência doméstica. Ao todo, foram aproximadamente 26 casos registrados em diferentes cidades do estado da Bahia, incluindo Euclides da Cunha, Itamaraju, Feira de Santana e Salvador.

A mãe da vítima concedeu uma entrevista à TV Bahia, compartilhando sua visão sobre o relacionamento: “Há casos em que se busca ajuda na delegacia, mas ao sair, o marido já está pronto para matar. Há mulheres ricas que não denunciam por dependência. Todos os dias mulheres estão perdendo suas vidas.”, relatou Maria José.

Uma das amigas da delegada também se manifestou sobre o caso, revelando: “Eu implorei várias vezes: ‘Amiga, saia desse relacionamento’. Eu sabia que ele já tinha a agredido e havia um histórico de violência”, desabafou.

O acusado enfrenta três registros relacionados à violência doméstica, bem como acusações de desacato, uso de CRM falso, entre outros. Atualmente, Tancredo encontra-se detido na Penitenciária Lemos Brito.

Entendendo o caso, a delegada Patrícia Jacques foi encontrada morta em seu carro na cidade de São Sebastião do Passé, na Região Metropolitana de Salvador, no último domingo (11). Marcas de sangue foram descobertas em sua residência em Santo Antônio de Jesus, no recôncavo baiano, onde Patrícia era titular de uma delegacia em São Felipe.

Inicialmente, suspeitava-se de um sequestro, porém, logo após especulações, o homem acusado pela morte da delegada Patrícia Neves Jackes Aires confessou ter usado um cinto de segurança do veículo no pescoço da vítima, resultando em seu falecimento. O namorado da vítima, Tancredo Neves Feliciano de Arruda, admitiu o ocorrido em depoimento na 37ª Delegacia de São Sebastião do Passé, na Região Metropolitana de Salvador.

Alegando ter feito uso do objeto para se proteger durante uma discussão, o homem alegou que, após a parceira desfalecer, inventou a história de um sequestro no qual foram forçados a realizar uma transferência bancária.

Patrícia Aires foi encontrada morta em seu veículo nas proximidades da BR-324 de São Sebastião do Passé. Segundo o depoimento do homem, a vítima teria perdido o controle e ameaçado ele e sua família, o que o levou a puxar o volante, resultando na colisão com uma árvore.

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