Uma nova Área de Soltura de Animais Silvestres (Asas), foi oficialmente cadastrada na região da bacia hidrográfica do Rio Itapicuru, localizada no bioma da Caatinga. A identificação e aprovação dessa nova área foram realizadas após uma inspeção realizada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recurso Hídricos (Inema), confirmando que o local apresenta condições adequadas para abrigar animais silvestres resgatados.
A propriedade, pertencente à Cia de Ferros Liga da Bahia (Ferbasa), abrange uma área de 2.500 hectares, incluindo uma Reserva Legal com 731,43 hectares. O ambiente apresenta uma grande diversidade vegetal, contando com biomas como Caatinga Arbórea, Floresta Estacional Semidecidual de Altitude e Campos Rupestres.
No último ano, mais de 3 mil animais silvestres foram reintroduzidos em áreas rurais devidamente cadastradas. “Esses números evidenciam o compromisso constante em assegurar a reintegração eficiente e segura de espécimes resgatados em seus habitats naturais. Cada processo de soltura é minuciosamente planejado, levando em consideração as condições ambientais específicas de cada área registrada”, explicou Jeanne Florence, diretora de Sustentabilidade e Conservação do Inema.
As Áreas de Soltura de Animais Silvestres (Asas) são locais voluntariamente registrados por seus proprietários, sendo submetidos a avaliações quanto às características ambientais apropriadas para a sobrevivência das espécies que serão reintroduzidas. Esse procedimento visa garantir que os ambientes ofereçam condições ideais para a adaptação, alimentação e reprodução dos animais.
Após passarem por cuidados nos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), instalações do Inema especializadas na reabilitação e reintegração de animais silvestres, os animais recuperados são liberados em áreas previamente selecionadas pelos biólogos. “Essa etapa de soltura é possível graças à parceria estabelecida com os proprietários rurais que cadastram suas propriedades como Asas. Essa colaboração garante que os animais reabilitados tenham um habitat apropriado para sua sobrevivência e reprodução”, ressaltou Marianna Pinho, especialista em meio ambiente do Inema.

Facebook Comments