“Velocidade das vias deve ser readequada”, defende promotor de Justiça

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O promotor de Justiça do Distrito Federal Dênio Moura disse que a bicicleta é um meio de deslocamento viável e com muito potencial em Brasília, mas é preciso investir em infraestrutura, segurança e reduzir a velocidade de vias para que a população use cada vez mais as bike nas ruas da cidade.

“As cidades precisam deixar de ser pensadas em função dos automóveis para se tornarem mais acolhedoras para pedestres, ciclistas, pessoas com deficiência e usuários do transporte coletivo. As ciclovias, ciclofaixas e faixas compartilhadas devem estar conectadas, iluminadas e sinalizadas. Ademais, as velocidades das vias devem ser readequadas, para que todas as formas de deslocamento possam conviver com segurança”, disse o promotor, em entrevista à coluna Grande Angular.

Moura atua na Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb) e desempenha a função de coordenador da Rede Urbanidade, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que objetivo de promover a mobilidade sustentável e o transporte coletivo no DF. Ele é o autor da ação judicial que pede a redução da velocidade máxima do Exião, de 80km/h para 60km/h.

A Rede Urbanidade também defendeu a necessidade de readequação de velocidades para os automóveis em vias como o Eixão e a pista que dá acesso à Ponte JK, em reunião com o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) e o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF).

Ong rodas da paz instala ghost bikes em homenagem a ciclistas que morreram nas vias do DF 7
12 imagens

Mayara Alves, filha de Francisco, vítima de atropelamento

A primeira instalação ocorreu  na 704 Norte
Depois, perto do Corpo de Bombeiros do início da L4 Norte
E, por fim, perto do Posto Policial da SHIS QI 6
A ação reuniu cerca de 50 pessoas
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ONG Rodas da Paz e famílias de vítimas fizeram homenagens a ciclistas

Gustavo Moreno/Especial Metrópoles

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Mayara Alves, filha de Francisco, vítima de atropelamento

Gustavo Moreno/Especial Metrópoles

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A primeira instalação ocorreu na 704 Norte

Gustavo Moreno/Especial Metrópoles

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Depois, perto do Corpo de Bombeiros do início da L4 Norte

Gustavo Moreno/Especial Metrópoles

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E, por fim, perto do Posto Policial da SHIS QI 6

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A ação reuniu cerca de 50 pessoas

Gustavo Moreno/Especial Metrópoles

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Segundo Raphael Dornelles, coordenador-geral da Rodas da Paz, as instalações geraram grande comoção

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A bicicletada começou às 8h

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Grupo colocou “ghost bikes” nos locais em que as vítimas foram atropeladas

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Luma, filha de Ricardo Aragão, vítima de atropelamento nas vias do DF

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Milano Aragão

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Os três homenageados foram vítimas de acidentes fatais no DF

Gustavo Moreno/Especial Metrópoles

A bicicleta como meio de transporte é o tema central da quarta edição da Revista Urbanidade, que será lançada nesta quarta-feira (4/9), durante a abertura do 13º Fórum Mundial da Bicicleta (FMB) e do 11º Encontro Brasileiro de Mobilidade por Bicicleta e Cicloativismo (Bicicultura). Os eventos são de iniciativa da Rede Urbanidade e da Rodas da Paz e ocorrerão, em Brasília, entre até domingo (8/9), com programação que inclui oficinas, debates, passeios de bicicleta e atividades culturais.

Segundo Moura, “o clima, o relevo e a abundância de áreas verdes do Distrito Federal contribuem bastante para o uso da bicicleta como meio de transporte, mas ainda precisamos investir bastante em infraestrutura e segurança para os ciclistas, além de integrar a malha cicloviária aos demais modos de deslocamento, em especial o transporte público coletivo”.

O promotor de Justiça sugeriu, ainda, que incentivos fiscais e trabalhistas podem ser mecanismos interessantes para atrair novos usuários. “Além disso, as pessoas precisam de locais seguros para deixar as suas bicicletas”, enfatizou.

“Quem anda de bicicleta vê a cidade com outros olhos, se sente mais integrado ao espaço urbano e à natureza e pode ter benefícios para a saúde, a qualidade de vida e o bolso”, afirmou.

 

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