Suspeito de assédio sexual, Silvio Almeida sonhava com vaga no Senado

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Denunciado por suposto assédio sexual contra mulheres, incluindo a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, vinha se articulando para disputar o Senado em 2026.

Como a coluna noticiou no início de agosto, Almeida planejava concorrer a uma das duas vagas de senador que estarão em disputa por São Paulo. O ministro, que não está filiado a nenhum partido, ainda estudava por qual sigla concorreria.

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Silvio Almeida toma posse como ministro dos Direitos Humanos 4

Silvio Almeida ministro dos Direitos Humanos
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Na quinta-feira (5/9), a coluna Guilherme Amado revelou que a organização Me Too Brazil, que acolhe vítimas de violência sexual, foi procurada por mulheres que relataram supostos episódios de assédio sexual por Silvio Almeida.

O Me Too confirmou, em nota à imprensa, as denúncias contra Almeida. O movimento disse, porém, não poder revelar os nomes das vítimas sem consentimento delas. Segundo a organização, todas as vítimas pediram anonimato. 

Segundo apurou o Metrópoles, os supostos episódios de assédio a Anielle incluiriam toque nas pernas da ministra, beijos inapropriados ao cumprimentá-la, além de o próprio Silvio Almeida, supostamente, ter dito a Anielle expressões chulas, com conteúdo sexual. Todos os episódios teriam ocorrido em 2023.

Procurada, Anielle não quis comentar. Almeida, por sua vez, emitiu uma nota dizendo repudiar “com absoluta veemência” as denúncias e negando os supostos assédios sexuais. O ministro argumentou que as acusações são uma perseguição contra ele. 

Ministros de Lula já sabiam das denúncias

Como noticiou esta coluna, as histórias dos supostos episódios de assédio sexual, inclusive, já circulavam há meses entre outros integrantes do primeiro escalão do governo Lula.

A coluna conversou com pelo menos quatro ministros do governo e auxiliares diretos de Lula e todos relataram que já tinham ouvido relatos do suposto comportamento inapropriado de Silvio Almeida contra Anielle Franco.

O assunto já chegou recentemente à Controladoria-Geral da União (CGU), ministério responsável por lidar com casos de assédio moral e sexual dentro do serviço público federal.

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