Foi em 16 de julho de 1945 que o mundo testemunhou a primeira explosão experimental de uma bomba atômica, no Novo México, EUA. Naquela ocasião, o medo pairava entre os cientistas de que aquela única explosão nuclear desencadearia uma reação em cadeia devastadora, incendiando a atmosfera e exterminando grande parte das espécies vivas do planeta em questão de horas. Mesmo assim, o teste prosseguiu.
O episódio marcou o início da era em que a possibilidade de extinguir a vida no planeta passou a ser considerada como um efeito colateral aceitável para diversos empreendimentos humanos, tornando-se parte da mentalidade da época.
A partir desse evento, a industrialização em larga escala e a emissão de poluentes e gases do efeito estufa ganharam impulso, impulsionadas não só pela II Guerra Mundial, mas também pela permissão dada com o teste da bomba atômica.
No novo panorama, onde o apocalipse atômico se tornou uma possibilidade real, a preocupação ambiental não conseguia competir com os apelos consumistas que prometiam status e prazer de forma cada vez mais intensa.
Grandes corporações americanas e europeias, como GM, Ford, Renault, Standard Oil, Bayer, entre outras, já investiam no consumo em massa desde o início do século XX, utilizando o petróleo como peça-chave em seus lucrativos empreendimentos.
O presidente americano da época, Jimmy Carter, chegou a adotar medidas de energia solar e discursar contra o consumismo, mas sua postura não foi o suficiente para garantir sua reeleição.
Agora, diante do antropoceno, com uma produção diária de um milhão de barris de petróleo, resta questionar como a humanidade lidará com os desafios ambientais e de sustentabilidade futuros.

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