
Durante depoimento à Polícia Federal (PF), a defesa do tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo alegou que o celular encontrado com ele durante a prisão, vinculado a um plano golpista, foi apenas uma coincidência. Tanto o advogado quanto o investigado afirmaram que o militar teria pego o aparelho por acaso.
O relatório da PF relaciona Rodrigo à operação Copa 2022, que supostamente visava o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Embora esteja preso preventivamente, o tenente-coronel não está na lista de indiciados.
No aplicativo de mensagens Signal, os envolvidos usavam codinomes de países para evitar a identificação, como Alemanha, Argentina, Brasil, Áustria, Gana e Japão. Rodrigo estava ligado ao codinome “Brasil”, pois usou o mesmo celular em um momento chave da operação.
No depoimento, o tenente-coronel afirmou que estava em casa no dia da operação, que coincidia com seu aniversário. Disse também que não teve participação nos fatos alegados e espera que tudo seja esclarecido o mais rápido possível.
Rodrigo foi preso em 19 de novembro no âmbito da Operação Contragolpe, que tinha como alvos quatro “kids pretos” e um policial federal.

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