O governo de Tarcísio de Freitas, em resposta ao STF, informou que as câmeras corporais da Polícia Militar terão acionamento remoto. O novo sistema permitirá que os policiais decidam quando ligar a câmera para iniciar a gravação durante uma abordagem, além de contar com funcionalidades como acionamento remoto, reativação após desligamento intencional, ativação via bluetooth e detecção de estampido.
O governo enviou ao STF cópias dos contratos vigentes das câmeras corporais, incluindo os acordos com a Motorola e a Axon Advanta. Os testes das novas funcionalidades estão previstos para 10 de dezembro.
No acionamento remoto, a gravação poderá ser iniciada por integração com o sistema do Copom ou por supervisores nos batalhões. Quando a câmera é desligada, o sistema pode reiniciar a gravação remotamente. Já na ativação via bluetooth, a gravação é acionada automaticamente quando uma câmera próxima é iniciada, permitindo que várias câmeras gravem simultaneamente dentro de um raio de até 10 metros.
O governo realizou adequações no Data Center para armazenar os arquivos captados e está em andamento os testes do sistema para garantir o cumprimento dos requisitos especificados no edital. Caso necessário, a execução do contrato será adiada e os contratos atuais prorrogados.
Com a aprovação dos requisitos contratuais, as novas câmeras serão distribuídas gradualmente a cada 90 dias, abrangendo unidades policiais atendidas pelos contratos atuais. O MJSP repassará R$ 27,8 milhões para a aquisição de 2 mil câmeras corporais para a PM de São Paulo.

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