O presidente Bashar al-Assad governou a Síria por 24 anos. Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, sediado no Reino Unido, Assad fugiu do país após rebeldes entrarem na capital Damasco. Sua fuga representa o fim do seu regime, que começou em 2000.
Durante a guerra civil iniciada em 2011, Assad conseguiu recuperar grande parte do território sírio após enfrentar protestos e rebeliões armadas. Apoiado por Rússia, Irã e Hezbollah, Assad se mantinha no poder com uma postura de líder contra extremistas na Síria. Porém, recentemente, os rebeldes islamitas avançaram e tomaram várias cidades antes controladas pelo regime.
No domingo, os rebeldes anunciaram a entrada em Damasco, enquanto a Rússia informou que Assad renunciou e deixou o país. Durante seu governo, Assad se apresentava como protetor das minorias, combatente do extremismo e garante de estabilidade. Ele foi reeleito em eleições consideradas irregulares por potências ocidentais e grupos de direitos humanos.
Assad, oftalmologista formado no Reino Unido, teve seu destino alterado após a morte de seu irmão mais velho, que seria seu sucessor político. Forçado a assumir o cargo, Assad iniciou um regime hermético, reprimindo dissidentes. A revolta pacífica contra seu governo em 2011 desencadeou uma guerra civil que resultou em milhares de mortes e grande deslocamento populacional.
A posição de Assad em relação aos protestos e à oposição permaneceu inabalável. Ele justificava suas ações como uma guerra contra terroristas, mantendo-se firme no poder mesmo diante das pressões internacionais e do caos causado pela guerra civil na Síria.

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