O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), participou de um evento e falou sobre suas decisões como relator da ação que trata do “orçamento secreto”. Durante o encontro, ao lado de Alexandre de Moraes, Dino descontraído, mencionou não se sentir tão odiado quanto seu colega.
Dino criticou a postura de outros Poderes em relação às decisões do STF, enfatizando que todos os julgamentos relevantes são feitos após amplo debate com a sociedade e que o Supremo não deve se sentir intimidado para agradar ou desagradar. Ele também foi responsável por suspender emendas parlamentares bilionárias por falta de transparência e, posteriormente, liberá-las com condições.
A decisão de impor regras para as emendas parlamentares, conhecidas como RP9 (emenda de relator) e RP8 (emendas de comissão) e emendas Pix, foi referendada pelo plenário do STF, gerando críticas e questionamentos a Dino. O ministro ressaltou que o Supremo agrada e desagrada com suas decisões, baseadas na Constituição, e enfatizou que a Suprema Corte não é um Poder político.
“Não podemos imaginar um Supremo, um Poder Judiciário, que esteja intimidado, que esteja acovardado”, destacou Dino.
