O governo de Lula está se preparando para contra-atacar o “pacotão da segurança” aprovado na Câmara sob a liderança de Arthur Lira. O pacote inclui medidas como castração química para pedófilos, anistia a portadores de armas ilegais e internações compulsórias.
A estratégia do Ministério da Justiça é trabalhar para bloquear os projetos no Senado, onde ainda serão analisados antes de chegarem ao presidente para sanção. O secretário para Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, planeja conversar com senadores em 2025 para tentar barrar as propostas “prejudiciais à segurança pública”.
O governo também pretende solicitar aos parlamentares aliados que realizem audiências públicas no Senado para debater os temas dos projetos, convidando representantes de outros ministérios.
Segundo o secretário do Ministério da Justiça, houve pouca participação da sociedade nos projetos aprovados. Ele ressaltou a preocupação do governo em relação à anistia para possuidores de armas irregulares, que não foi retirada do pacote.
Integrantes do governo de Lula afirmam terem sido surpreendidos pela votação acelerada e aprovação das propostas de segurança, principalmente aquelas apresentadas pela oposição. A percepção é de que os parlamentares oposicionistas aproveitaram a oportunidade para avançar com as medidas enquanto o governo estava focado em outra pauta.

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