“Não tem como dar certo”, diz pesquisador sobre repressão a baile funk

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Antes de jogar um homem de uma ponte no início deste ano, policiais militares balearam um homem em um baile funk na zona sul de São Paulo. O fato ocorreu pouco mais de cinco anos após uma operação policial na favela de Paraisópolis (zona sul) que resultou na morte de nove jovens.

Renato Barreiros, pesquisador e documentarista, acredita que episódios como esse continuam ocorrendo devido à falta de presença da Secretaria de Cultura antes da pasta responsável pela Segurança chegar nesses locais.

Barreiros testemunhou o surgimento da cena do funk de rua enquanto era subprefeito de Cidade Tiradentes (zona sul de São Paulo) entre 2008 e 2010. Para ele, as gestões repetem os mesmos erros ao lidar com a situação dos bailes funk.

Ele defende que a experiência de organização do Carnaval de rua poderia servir de inspiração para lidar com os bailes funk de rua, propondo shows controlados pela prefeitura nos quais os MCs locais e DJs se apresentariam em um horário determinado.

Barreiros destaca que a Prefeitura de São Paulo poderia se tornar referência nesse sentido, lembrando como o Carnaval de Rua da cidade se tornou o maior do Brasil em apenas dois anos, devido à organização e atuação do poder público local.

Questionado se a organização do Carnaval pode servir de modelo para os bailes funk, Barreiros acredita que sim.

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