Nova decisão causa reviravolta na briga pelo comando da Bola de Neve

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Uma nova decisão judicial mudou os rumos da disputa pelo controle da Igreja Bola de Neve entre os dirigentes da gestão do falecido fundador da instituição evangélica, Rinaldo Luiz de Seixas Pereira, conhecido como apóstolo Rina, e sua ex-mulher, a pastora Denise Seixas.

Após o conselho administrativo atual da igreja obter um mandado de reintegração de posse da Bola de Neve, autorizando até mesmo um arrombamento para remover Denise da sede da instituição em São Paulo, a pastora conseguiu uma decisão em outra vara judicial reconhecendo que o acordo de divórcio no qual ela havia renunciado ao cargo de vice-presidente da igreja não possui validade.

O juiz Fabio Evangelista, da 45ª Vara Cível, determinou que o documento de separação — e consequentemente a renúncia ao cargo na igreja — nunca foi homologado pelo tribunal, e, portanto, “perdeu seus efeitos”. Com isso, Denise argumenta que ainda mantém o cargo de vice-presidente da Bola de Neve e lhe cabe a sucessão no comando da igreja após a morte de Rinaldo em novembro.

A decisão destaca que, enquanto Rinaldo estava vivo, Denise foi nomeada vice-presidente da igreja, e que ela solicitou a anulação do processo de divórcio em setembro, antes da morte do fundador. O estatuto social da instituição previa que, em caso de falecimento do presidente, a vice-presidente assumiria a função principal.

O juiz atendeu parcialmente ao pedido de Denise determinando que os dirigentes da Bola de Neve se abstenham de agir como representantes da igreja. No entanto, ele se declarou incompetente para julgar o caso e determinou a transferência do processo com urgência para outra vara do tribunal em São Paulo.

A Igreja Bola de Neve, em comunicado, reiterou que a pastora Denise “renunciou ao cargo de vice-presidente em um acordo firmado em 27 de agosto” e afirmou que a decisão judicial “não a reconhece como presidente”. A igreja anunciou que a decisão “será revisada por uma instância superior, uma vez que o juiz declarou-se incompetente para julgar o caso”.

No acordo de divórcio entre Denise e Rinaldo, a pastora concordou em deixar o cargo de vice-presidente da Bola de Neve, em troca de ser cofundadora e pastora, além de uma remuneração mensal de R$ 10 mil e plano de saúde da instituição. Após o falecimento de Rinaldo, o conselho da igreja elegeu Gilberto Custódio de Aguiar como vice-presidente interino.

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