Mergulhadores recuperaram nesta terça-feira dois dos quatro corpos de italianos que morreram dentro de uma caverna subaquática nas Maldivas, no Atol Vaavu. As autoridades afirmam que as vítimas estavam a cerca de 60 metros de profundidade, em uma das áreas mais internas do sistema. A expectativa é de que dois corpos adicionais sejam retirados ainda nesta semana, com a operação programada para a quarta-feira, 20.
Cinco italianos integravam o grupo que desapareceu na quinta-feira, 14, durante uma exploração na caverna. A busca foi retomada na segunda-feira, 18, após a morte de um mergulhador militar durante uma missão de localização de alto risco. O Ministério das Relações Exteriores da Itália confirmou que o grupo mergulhava em cerca de 50 metros de profundidade, acima do limite recreativo de 30 metros nas Maldivas, e que o quinto membro, um instrutor, foi encontrado já na quinta-feira, fora da caverna, no mesmo dia em que o grupo foi dado como desaparecido.
A operação é conduzida por três mergulhadores finlandeses especializados em resgates técnicos e cavernas, enviados pela Divers Alert Network Europe. Eles utilizam equipamentos avançados, incluindo rebreathers de circuito fechado, que reciclam o ar expirado e permitem mergulhos mais longos em grandes profundidades.
Segundo o porta-voz presidencial Mohamed Hussain Shareef, os corpos encontrados estavam “praticamente juntos” no terceiro segmento da caverna, a parte mais profunda do sistema. O Ministério das Relações Exteriores da Itália informou que o grupo explorava a caverna a cerca de 50 metros, além do limite permitido para mergulho recreativo. A região acompanha com atenção o andamento das buscas, e as operações de retirada dos dois últimos corpos continuam para esclarecer as circunstâncias do acidente.
