Caso Gritzbach: diretor do Deic citado por delator do PCC é afastado

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O diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Fábio Pinheiro Lopes, conhecido como Fábio Caipira, será afastado do cargo após retornar de férias em janeiro. Ele teria sido citado na delação de Vinícius Gritzbach sobre extorsões realizadas por policiais civis para interferir no inquérito sobre a morte do líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) Anselmo Santa Fausta, o Cara Preta, em dezembro de 2021.

Caipira chefiava o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) quando a investigação teve início. Na semana passada, uma operação da Polícia Federal em parceria com o Ministério Público de São Paulo prendeu sete policiais civis envolvidos no inquérito, que estava sob responsabilidade da 3ª Divisão de Homicídios do DHPP. Entre os presos, estava o delegado Fábio Baena. O investigador Rogério de Almeida Felício, conhecido como Rogerinho, está foragido.

Vinícius Gritzbach foi executado com tiros de fuzil em 8 de novembro no Aeroporto Internacional de São Paulo, na região metropolitana.

De acordo com a delação do corretor de imóveis, um advogado afirmou ter interlocução com o chefe do Deic e exigiu o pagamento de R$ 5 milhões em propina para a devolução do passaporte de Gritzbach. O delator transferiu o valor por meio de dois apartamentos, além de mais R$ 300 mil em transferências bancárias.

O advogado teria enviado uma foto em frente ao Deic para convencer Gritzbach de sua relação com Caipira, alegando ter ido ao local para entregar a propina. Também teria mencionado parlamentares, incluindo Carlão Pignatari (PSDB), então presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo.

Por algum motivo, Fabio Caipira e os deputados não foram mencionados no depoimento de Gritzbach à Corregedoria da Polícia Civil oito dias antes de sua morte.

Segundo a força-tarefa que investiga o assassinato, o advogado teria ludibriado Gritzbach. A suspeita é que o advogado não tinha relação com Caipira e fez a promessa apenas para extorquir o empresário.

Uma autoridade ligada à investigação do caso afirmou que o afastamento de Caipira é preventivo. Em nota, o diretor do Deic alegou que Gritzbach não obteve vantagens e continuou com seus bens bloqueados, incluindo o passaporte.


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