
Antes de ser fuzilado no Aeroporto Internacional de São Paulo, em 8 de novembro na região metropolitana, o delator do Primeiro Comando da Capital (PCC) Vinícius Gritzbach aproveitou seus últimos dias em um bangalô de luxo privativo, com vista e acesso à Praia do Toque de São Miguel dos Milagres, em Alagoas. O bangalô, com diárias que chegam a dobrar o valor de um salário mínimo, oferece varanda externa com rede, acesso ao mar, ar-condicionado, TV, e frigobar.
Na parte externa, com vista para o paraíso, o casal tinha disponível uma piscina, mesa de praia, deck com espreguiçadeiras e uma barraquinha de praia. Localizado em um trecho considerado um dos mais bonitos da Praia do Toque, o mar em frente ao bangalô tem água morna, banhando 1,2 quilômetro de uma faixa de areia branca e tropical, ideal para famílias e casais em busca de um refúgio a dois.
Gritzbach, jurado de morte pelo PCC, teria mantido negócios ilegais com a facção, desviado dinheiro e sido subornado por policiais civis. Após seu assassinato, sua namorada, Maria Helena, afirmou que ele estava buscando joias como forma de pagamento de dívidas.
No dia do ataque, ocorrido no Aeroporto de Guarulhos, Gritzbach foi atingido por mais de 20 tiros de diferentes calibres, causando sua morte no local. Os assassinos fugiram, deixando o veículo utilizado próximo ao aeroporto. A namorada do delator afirmou ter ouvido os tiros e ter visto Gritzbach cair, sem identificar a origem dos disparos.
Além disso, a Polícia Militar encontrou as armas utilizadas na execução em uma rua próxima ao aeroporto, após uma denúncia anônima. O crime chocou a população e quatro policiais militares que faziam a segurança de Gritzbach durante o ataque foram afastados e estão sob investigação por possível envolvimento na ação criminosa.

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