As incertezas em torno de Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL), em meio aos debates sobre as eleições presidenciais de 2026, destacam a falta de renovação nas lideranças políticas do Brasil, desafiando tanto a esquerda quanto a direita.
Nomes alternativos a esses líderes polarizadores estão sendo discutidos, mas a criação de opções competitivas ainda enfrenta obstáculos, segundo políticos e analistas.
O PT, por exemplo, debate a dependência de Lula e o que fazer caso ele não concorra. Enquanto isso, na direita, governadores e familiares de Bolsonaro são considerados herdeiros políticos em potencial.
Nomes em ascensão, como João Campos e Nikolas Ferreira, são vistos como opções para o futuro político, porém, ainda carecem de experiência e apoio em território nacional.
A construção de novas lideranças políticas demanda tempo, estrutura partidária e conexões com elites político-econômicas, além da presença nas redes sociais, mas apenas isso pode não ser suficiente.
A direita, segundo a cientista política Vera Chaia, tem mais nomes com potencial nacional do que a esquerda, impulsionada por movimentos de renovação iniciados após as manifestações de 2013.
O futuro político brasileiro passa por compreender valores sociais profundos, como simplismo e messianismo, que ganharam destaque nas últimas eleições, com Bolsonaro e, anteriormente, com Lula.
Para não perder espaço após a saída de Lula, a esquerda precisa aprender a dialogar e a se conectar com as preocupações da sociedade, segundo o sociólogo Fábio Baldaia.

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