A Corte de Tecnologia e Construção de Londres retomará o julgamento sobre o rompimento da barragem da Samarco em Mariana, no Brasil, no dia 13 de janeiro. A ação visa determinar a responsabilidade da mineradora BHP em relação ao acidente que afetou centenas de milhares de pessoas e empresas. Vale ressaltar que a Vale não está sendo processada nesta ação.
O processo foi iniciado pelo escritório de advocacia Pogust Goodhead (PG), que representa vítimas, municípios e empresas afetadas pela tragédia. Durante os dois primeiros meses do julgamento, testemunhas foram ouvidas, e documentos foram analisados. As audiências foram suspensas em dezembro e serão retomadas em janeiro.
O escritório PG alega que a Samarco já tinha conhecimento das falhas na barragem e não tomou medidas preventivas adequadas. O rompimento deixou vítimas fatais, desaparecidos e desabrigados. Os advogados das vítimas destacaram o controle estratégico da BHP sobre a Samarco.
Especialistas em direito ambiental brasileiro e geotecnia serão ouvidos em janeiro, e as alegações finais devem ocorrer em março. A expectativa é de que a responsabilidade da BHP seja decidida ainda em 2025. Caso seja considerada responsável, um novo julgamento determinará os valores de indenização, estimados em torno de R$ 230 bilhões.
Enquanto as vítimas buscam por justiça, a BHP alega que o caso foi resolvido no Brasil com um acordo de reparação homologado pelo Supremo Tribunal Federal. A empresa destaca a criação da Fundação Renova como parte dos esforços de reparação. A BHP afirma que refuta os pedidos na ação inglesa e continua colaborando com a Samarco e a Vale no processo de reparação e compensação no Brasil.

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