O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou Chiquinho Brazão a fazer um exame de coração fora da prisão, com escolta da Polícia Federal. Chiquinho está preso preventivamente desde março, sob suspeita de ser o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes.
O deputado federal solicitou ao STF autorização para realizar uma cirurgia cardíaca, alegando motivos humanitários. A Procuradoria-Geral da República se manifestou contrária ao pedido de prisão domiciliar, destacando a ausência de fragilidades físicas que justifiquem a substituição da prisão preventiva.
No entanto, foi ressaltada a possibilidade de permitir que Chiquinho consulte um cardiologista de sua escolha na prisão e posteriormente realize exames cardíacos, como a cineangiocoronariografia, se necessário.
Assim, Moraes, relator do caso no STF, autorizou a realização do exame, conhecido como cateterismo cardíaco, utilizado para diagnosticar doenças cardíacas. O horário e local do exame devem ser informados à Corte com antecedência para providências quanto à escolta policial.
Em outubro, Chiquinho Brazão havia solicitado prisão domiciliar alegando fragilidade na saúde. Na ocasião, Moraes determinou uma avaliação médica no Presídio Federal em Campo Grande. A defesa informou que o deputado passaria por consulta com cardiologista em dezembro para avaliação dos exames e possível encaminhamento para cirurgia.
Os advogados de Chiquinho Brazão ressaltaram que o parlamentar possui diversas condições de saúde, como hipertensão arterial, diabetes, problemas cardíacos e metabólicos complexos, sendo necessário realizar exames invasivos para identificar obstruções nas artérias e possível cirurgia cardíaca.

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