PF investiga brasileiro que abriu “fábrica” de criptomoedas na Ucrânia

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A Polícia Federal investiga o empresário brasileiro Carlos Fuziyama, conhecido como Kaze, por sua atuação em uma “fábrica” de criptomoedas na Ucrânia.

Na operação Fortuito 2, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em diversas cidades brasileiras, investigando crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, entre outros.

O empresário investiu em uma empresa de mineração de Ethereum na Ucrânia, chamada Mining Express, utilizando lucros de US$ 50 milhões de outra criptomoeda, a Dogecoin. Em uma entrevista, ele compartilhou que a escolha da Ucrânia se deu pelo clima frio e baixo custo de energia elétrica, essenciais para a mineração de criptomoedas.

Fuziyama revelou gastos significativos em energia, ressaltando o impacto positivo do clima frio na refrigeração dos equipamentos. Segundo ele, a empresa operava em um prédio de quatro andares, com os equipamentos de mineração distribuídos em diferentes andares e um heliponto no último andar.

A PF descobriu indícios de que os bens apreendidos no Brasil possuem origem em fraudes cometidas pelo grupo no exterior, incluindo relatos de recebimento de valores duvidosos de pirâmides financeiras estrangeiras.

O empresário criticou práticas desonestas no mercado de criptomoedas, alertando sobre o uso indevido do bitcoin em esquemas fraudulentos. No entanto, as tentativas de contato com Fuziyama e sua empresa, por meio de redes sociais e sites, não obtiveram retorno.

A investigação e os desdobramentos legais deste caso continuam a ser acompanhados de perto pelas autoridades competentes.

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