A defesa de Jair Bolsonaro refuta a denúncia de organização criminosa e golpe de Estado apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e enviou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando sua rejeição. De acordo com a defesa, a narrativa acusatória carece de dados concretos que conectem Bolsonaro às alegações feitas na denúncia. Segundo afirmam, a denúncia se assemelha mais a um enredo fictício do que a uma peça processual embasada em fatos consistentes.
Os advogados de Bolsonaro apontaram que a denúncia da PGR contém diversas inconsistências e falhas narrativas que comprometem sua credibilidade. Alegaram que, embora bem redigida, a denúncia não se sustenta como base para uma ação penal, sendo mais uma tentativa de criar manchetes sensacionalistas do que fundamentar juridicamente as acusações.
No documento enviado ao STF, a defesa de Bolsonaro argumenta que a denúncia constrói uma narrativa que pretende demonstrar o golpe como resultado inevitável de ações decorrentes de uma live realizada pelo ex-presidente em julho de 2021 para discutir o sistema de votação eletrônica. Destacam a tentativa de retratar um golpe planejado ao longo de 18 meses, apesar de não haver evidências de violência ou ameaças graves nesse período.
Os eventos antidemocráticos de janeiro de 2023 também são abordados pela defesa, que destaca a falta de conexão entre esses episódios e as alegações anteriores. Segundo os advogados, os atos do dia 8 de janeiro são independentes das supostas ações de Bolsonaro, sendo resultantes da iniciativa de terceiros que devem responder por seus próprios atos.
Diante disso, a defesa de Jair Bolsonaro contesta veementemente as acusações e busca a rejeição da denúncia com base na falta de sustentação fática e jurídica necessária para embasar um processo legal.

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