Eduardo Bolsonaro se licencia e diz que ficará nos EUA

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comunicou sua decisão de se licenciar do cargo e permanecer nos Estados Unidos nesta terça-feira (18). Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele enfatizou que ficará no país norte-americano para buscar sanções contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e sua atuação. O deputado citou a figura de Moraes, comparando-a à Gestapo, a polícia política do regime nazista, e declarando seu objetivo de responsabilizá-lo por suas ações. Essa resolução vem em um momento delicado, próximo do julgamento que definirá se o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Eduardo, se tornará réu por suposta tentativa de golpe de Estado.

Eduardo afirmou, sem apresentar provas, que há um plano para prender e assassinar seu pai, o ex-presidente Bolsonaro. Ele denunciou supostas manobras de Moraes e seus apoiadores, acusando-os de utilizar seu mandato parlamentar como instrumento de pressão. Além disso, mencionou que buscará internacionalmente anistia por eventos ocorridos no passado e defenderá a realização de eleições transparentes em 2026, apesar da decisão que tornou Bolsonaro inelegível até 2030.

O deputado consultou o governo de Donald Trump e sua base aliada no Congresso dos EUA antes de tomar essa decisão. Sua permanência nos Estados Unidos, com validade de até 120 dias sem remuneração de acordo com a Constituição, gerou preocupação no governo brasileiro, que enxerga possíveis repercussões negativas nas relações internacionais e no cenário político eleitoral do país. O aspecto simbólico de sua ausência no Brasil e a pressão do entorno de Trump refletem um cenário complexo e sensível.

Eduardo, que já esteve presente em conferências ultraconservadoras nos EUA, está em sua estadia mais extensa até o momento no país, após quatro viagens realizadas no ano. Sua decisão de se afastar temporariamente do Brasil também impacta diretamente a indicação para a Comissão de Relações Exteriores na Câmara, que agora deve ser ocupada por outro deputado. Para a oposição ao governo, essa mudança representa um movimento estratégico no âmbito político nacional.

A atitude de Eduardo Bolsonaro gera diferentes reações e levanta questionamentos sobre os desdobramentos políticos no Brasil e no exterior. Sua permanência nos EUA promete intensificar a pressão e o embate ideológico em um contexto de incertezas e tensões políticas.

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