Paulo Câmara é escolhido para grupo de trabalho criado para atuar nos conflitos agrários no Extremo Sul da Bahia

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O deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) foi escolhido pela Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) para participar de um grupo de trabalho criado pelo governo estadual com o objetivo de encontrar soluções para os conflitos de terras no Extremo Sul da Bahia. A decisão foi oficializada durante uma audiência pública realizada pelo colegiado para discutir invasões de terras e ameaças a produtores rurais na região.

O presidente da comissão, deputado Manuel Rocha (União), anunciou a indicação de Paulo Câmara, ressaltando que a sugestão partiu do próprio parlamentar. “A sua proposta de incluir um membro da comissão no grupo de trabalho foi aceita. A FAEB entrou em contato solicitando essa indicação. A reunião com os deputados Diego Castro (PL) e Leandro de Jesus (PL) já ocorreu. Agora, resta apenas oficializar a participação dele”, afirmou.

Ao aceitar o desafio, Paulo Câmara cobrou maior empenho do governo estadual e da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA). “Reconheço que houve uma resposta mais ágil por parte do governo, com representantes das secretarias e do Comando Geral da Polícia Militar presentes na região. No entanto, precisamos de resultados efetivos”, destacou.

Na audiência, o parlamentar também questionou a existência de um protocolo que exigiria autorização do governo estadual para o cumprimento de decisões judiciais de reintegração de posse. “Se não houver uma diretriz clara do governo, a atuação da Secretaria de Segurança fica restrita. Não adianta termos um efetivo qualificado se a prioridade de segurança no campo não for garantida”, enfatizou.

Paulo Câmara expressou preocupação com a organização de grupos que, segundo ele, têm interesses políticos e não estão ligados à produção agrícola ou justiça social. “É sabido que muitas invasões são planejadas por grupos com motivações alheias à agricultura ou justiça social. Muitos dos autointitulados indígenas nem sequer o são. Isso restringe a atuação da polícia local e federal, colocando a população em perigo”, alertou.

O grupo de trabalho do governo estadual, além de Paulo Câmara, inclui representantes das secretarias de Segurança Pública (SSP), Justiça e Direitos Humanos (SJDH), Desenvolvimento Rural (SDR), Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Meio Ambiente (Sema), Casa Civil e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

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