Hugo Motta negocia acordo sobre anistia com STF e governo para frear pressão bolsonarista

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O presidente da Câmara, Hugo Motta, está em negociações com o presidente Lula, ministros do STF e lideranças políticas para buscar uma alternativa ao projeto de lei que propõe anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023.

Motta busca um consenso entre os Três Poderes para amenizar a pressão em torno da aprovação do projeto, defendido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, mas visto como um desafio ao Supremo e potencial gatilho para uma crise institucional.

Uma das possíveis alternativas em discussão envolve ajustes no projeto de anistia para permitir a redução de penas em casos específicos. Outra opção é modificar a legislação relacionada a crimes contra o Estado democrático de Direito, o que poderia levar a uma revisão das penalidades impostas pelo Supremo Tribunal Federal.

Motta também considera a possibilidade de um indulto presidencial para resolver a questão, embora essa opção não encontre apoio imediato no Palácio do Planalto.

O diálogo sobre o tema incluiu conversas com o presidente Lula e a ministra Gleisi Hoffmann, além de interações com o Advogado-Geral da União Jorge Messias e ministros do Supremo. A proposta de acordo também foi apresentada a Bolsonaro, que se opôs à redução de penas e defendeu anistia plena aos envolvidos nos ataques.

Ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes, resistem a mudanças nas condenações, alegando que a progressão de pena e soltura de presos aos poucos pode reduzir a pressão pela anistia no Congresso. A resistência de alguns ministros, como Moraes e Gilmar Mendes, não é unânime no tribunal.

A estratégia atual do Supremo envolve uma análise cuidadosa da situação de cada acusado, com possíveis concessões de soltura e progressão de penas, de forma a refletir uma postura benevolente em relação ao tema. Gilmar Mendes destaca a importância de tratar cada caso individualmente, sem propor uma revisão geral de penas.

As negociações e discussões sobre as penas relacionadas aos ataques de 8 de janeiro continuam em diversos fronts, com o desafio de encontrar uma solução que atenda às necessidades de justiça e equilíbrio dentro do cenário político atual.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Erika denuncia Nikolas à PGR por bloquear rua alagada para gravar vídeo

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) anunciou, nesta sexta-feira (27/2), que vai denunciar o deputado Nikolas Ferreira à Procuradoria-Geral...

ACM Neto deve contratar João Santana para campanha ao governo da Bahia, diz colunista

O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), encaminhou a contratação do marqueteiro João Santana para atuar na sua campanha ao governo da Bahia....

Comitê dos EUA acusa China de realizar operações espaciais no Brasil

Um comitê da Câmara dos EUA divulgou um relatório que acusa a China de usar infraestrutura na América Latina para avançar suas capacidades...