Patrono do crime: polícia aponta advogado como operador de facção

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A Polícia Civil de Mato Grosso desencadeou a Operação Patrono do Crime com o objetivo de desarticular uma organização criminosa liderada por um advogado e quatro detentos. As acusações vão desde associação para o tráfico de drogas até comércio ilegal de armas de fogo, fraude processual e favorecimento pessoal. O advogado, residente em Várzea Grande, é apontado como peça-chave, utilizando seus conhecimentos jurídicos para além de apoio legal, atuando diretamente em ações operacionais da facção.

O advogado é suspeito de comercializar armas ilegais, obter informações sigilosas para identificar possíveis inimigos da facção e facilitar o resgate de drogas antes da ação das forças de segurança. Além disso, ele teria participado do resgate de veículos roubados pelo grupo, cobrando altas somas para devolvê-los às vítimas. Em um episódio, foi preso tentando introduzir cigarros ilegais em uma penitenciária e, em outra ocasião, ameaçou um promotor durante um julgamento.

Juntamente com o advogado, dois homens e duas mulheres detidos em duas unidades prisionais foram alvos das ordens de prisão e busca. A ação, denominada Patrono do Crime, destaca a deturpação do papel do advogado, que ao invés de defender a legalidade, utilizou seu conhecimento em benefício da atividade criminosa. A operação faz parte do programa Tolerância Zero, do Governo Estadual, visando ao combate das facções criminosas em Mato Grosso.

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