INSS: delegado alvo da PF por fraude já cobrou motosserra como propina

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Marcello Renault Menezes, ex-delegado expulso da Polícia Civil de Roraima por solicitar uma motosserra e um motor de luz como pagamento de fiança, agora é um dos alvos da Operação Cessatio da Polícia Federal. A operação visa desmantelar um esquema criminoso que manipulava benefícios do INSS em Roraima.

Investigações apontam que Renault usava seu conhecimento do sistema público para facilitar a concessão de benefícios assistenciais a idosos venezuelanos por meio de documentação falsa, resultando em um prejuízo estimado de R$ 16 milhões aos cofres públicos. Mandados de busca e apreensão foram autorizados em sete escritórios de advocacia ligados ao ex-delegado, hoje atuando como advogado trabalhista.

Esta não é a primeira vez que Marcello Renault está envolvido em escândalos de corrupção. Em 2010, ele foi denunciado por libertar um preso em troca de uma motosserra e um motor de luz. O delegado chegou a dar R$ 20 ao preso para custear o transporte, com a condição de que os objetos fossem entregues no dia seguinte, resultando em sua condenação por corrupção passiva e falsidade ideológica.

Desde sua prisão em 2011 e perda do cargo público, Renault atua como advogado, mantendo influência nos bastidores. Agora, é acusado de participar de um esquema que beneficiava ilegalmente idosos venezuelanos com o BPC-Loas do INSS, voltado a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Muitos beneficiários, segundo a Polícia Federal, nem residiam no Brasil, retornando à Venezuela após o recebimento dos pagamentos que continuavam sendo depositados.

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