Ucrânia está disposta a se reunir com Rússia para negociar, se Moscou aceitar trégua

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O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, anunciou que a Ucrânia está pronta para se reunir com a Rússia em 15 de maio, em Istambul, com a condição de que Moscou aceite uma trégua de 30 dias a partir de segunda-feira. Essa declaração veio poucas horas após o presidente russo, Vladimir Putin, ter sugerido negociações diretas, mas sem se comprometer com o cessar-fogo pedido por líderes europeus e os EUA.

Zelensky considerou a disposição russa de encerrar a guerra, que já dura mais de três anos, um “sinal positivo”. Ele enfatizou que não faz sentido prolongar o conflito e afirmou: “A Ucrânia está pronta para se reunir.” Desde março de 2022, as negociações diretas entre os países estão suspensas, e, recentemente, Kiev relatou ataques de drones após uma trégua unilateral russa.

De acordo com a Força Aérea da Ucrânia, a Rússia lançou 108 drones, dos quais 60 foram abatidos. Em resposta a esses eventos, Ucrânia e aliados europeus emitiram um ultimato a Moscou, ameaçando aplicar “sanções massivas” caso não houvesse aceitação da trégua.

Na madrugada deste domingo, Putin respondeu, propondo negociações sem “condições prévias”, mas sem abordar as ameaças. Ele fez críticas à retórica dos aliados europeus e pediu que Kiev retome as conversas suspensas. Putin insinuou que as negociações poderiam levar a um novo cessar-fogo, mas alertou que o objetivo principal deveria ser “eliminar as raízes do conflito”.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, confirmou a disposição do seu país em sediar as negociações. Em conversa com o presidente francês, Emmanuel Macron, Erdogan afirmou que um “ponto de virada histórico” foi alcançado nos esforços para terminar a guerra. O líder dos EUA, Donald Trump, também elogiou o potencial avanço, mas sem detalhar sua posição.

Entretanto, Macron criticou a proposta de Putin como “insuficiente”, acusando-o de querer apenas “ganhar tempo”. A situação foi complicada com a pressão de Trump para encerrar rapidamente o conflito. A Ucrânia não aceitou a última trégua russa e reafirmou sua disposição para negociar, desde que a Rússia demonstre a intenção genuína de terminar a guerra com um cessar-fogo abrangente e incondicional.

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