Sarkozy recebe liberdade condicional e tira tornozeleira eletrônica

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A Justiça da França anunciou nesta quinta-feira (15/5) que Nicolas Sarkozy poderá remover o dispositivo de monitoramento eletrônico após três meses de uso. O ex-presidente, que ocupou o cargo entre 2007 e 2012, está em liberdade condicional desde quarta-feira.

Acusado de corrupção e tráfico de influência, Sarkozy foi condenado em dezembro a três anos de prisão, com o primeiro terço sendo cumprido sob monitoramento. A defesa solicitou a liberdade condicional em 16 de abril, e a decisão judicial foi divulgada em 12 de maio.

Em liberdade condicional, Sarkozy deve obter autorização judicial para viagens superiores a 15 dias ou para fora do país, conforme mencionado por sua advogada, Jacqueline Laffont-Haïk. A equipe do ex-presidente confirmou que ele já voltou ao trabalho em seu escritório em Paris.

Acusações tenebrosas

Sarkozy foi considerado culpado no escândalo das “escutas telefônicas” do financiamento de sua campanha em 2007, tendo outros dois réus, um advogado e um ex-juiz, recebido a mesma sentença. Ambos foram acusados de um “pacto de corrupção” envolvendo um recurso em outro caso de doações ilegais ao partido de Sarkozy.

Financiamento da Líbia

Outro processo envolve a suposta aceitação de financiamento do ex-ditador da Líbia, Muammar Kadafi, para sua campanha de 2007. Em troca, ele teria prometido benefícios diplomáticos. O advogado de Sarkozy afirmou que as acusações são infundadas, mas o filho de Kadafi, Saif al-Islam, alegou que o financiamento ocorreu.

Se condenado, Sarkozy pode enfrentar até dez anos de prisão e uma multa significativa, além de restrições políticas. O veredito está previsto para ser divulgado em 25 de setembro, com Sarkozy insistindo em sua inocência.

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