Caso Gritzbach: polícia abre novo inquérito para achar novos suspeitos

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A Polícia Civil deu um novo passo na complexa investigação do assassinato de Vinícius Gritzbach, instaurando um inquérito para identificar outros indivíduos envolvidos no crime, ocorrido em novembro passado. A busca se intensifica para localizar os foragidos: Emílio Carlos Gongorra Castilho, conhecido como Bill ou João Cigarreiro, e Diego dos Santos Amaral, o Didi, ambos considerados mandantes da execução. O olheiro Kauê do Amaral Coelho também está entre os procurados, sendo vital na vigilância dos passos de Gritzbach no dia fatal.

Em abril deste ano, a Corregedoria da Polícia Militar indiciou 16 policiais por esquemas de escolta ilegal e envolvimento no assassinato. A investigação militar, concluída em 15 de abril, resultou em acusações de organização criminosa e falsidade ideológica, com três policiais sendo apontados como coautores do homicídio. Durante esse período, 17 policiais militares foram detidos.

No encerramento do primeiro inquérito, em março, a Polícia Civil anunciou ter reunido “provas robustas” sobre cada suspeito. Com um material extenso de cerca de 20 mil páginas, o inquérito é fruto de uma análise meticulosa de 6 terabytes de dados, incluindo imagens e áudios originados de quebras de sigilo. O delegado-geral Artur Dian destacou a seriedade da investigação, que ainda busca potenciais envolvidos adicionais.

A execução de Gritzbach, realizada em 8 de novembro, foi conduzida por ordens diretas de Cigarreiro e Didi, ambos buscando vingança pela morte de dois integrantes do PCC. As investigações revelam que Gritzbach, além de ser alvo de retaliação, também havia começado a delatar atividades do grupo ao Ministério Público de São Paulo.

No dia do assassinato, enquanto Gritzbach desembarcava no Aeroporto Internacional de São Paulo, um carro parou e, armados com fuzis e coletes, dois homens encapuzados se aproximaram e abriram fogo. Os 29 disparos resultaram na morte do empresário, atingido por dez balas. Tragicamente, um taxista também foi vitimado, e duas outras pessoas ficaram feridas. Este caso, marcado por sua brutalidade, continua a ser objeto de busca implacável por justiça.

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