‘Operação Contra Legem’: MP-BA desarticula esquema de fraudes em processos de escritório de advocacia

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Na manhã desta quarta-feira (28), um desdobramento impactante das investigações do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) trouxe à tona a ‘Operação Contra Legem’. Esta operação reveladora desmantelou um audacioso esquema de fraudes processuais e falsificação de documentos, que se estendia por, ao menos, oito estados brasileiros, sendo liderado por um escritório de advocacia.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia. Os mandados, expedidos pela 2ª Vara das Garantias de Salvador, alvo de investigação, abrangeram endereços residenciais e o escritório de dois advogados, além de um terceiro suspeito, que possivelmente atuava na captação de clientes. A ação judicial ainda resultou na indisponibilidade de bens dos investigados, avaliados em R$ 425.979,20.

As investigações do Gaeco revelaram um método sinistro: assinaturas digitais fraudulentas e comprovantes de residência falsificados eram utilizados para ajuizar ações consumeristas contra instituições financeiras. O detalhe mais alarmante? Muitos “clientes” nem sequer tinham ciência das ações movidas em seus nomes. O grupo delinquente atuava não apenas na Bahia, mas também em estados como Goiás, Maranhão, Pará, Rio de Janeiro, Rondônia, Sergipe e Tocantins.

Os investigados enfrentam sérias acusações, incluindo falsificação de documentos, falsidade ideológica, uso de documento falso e associação criminosa. A profundidade dessa fraude expõe vulnerabilidades no sistema jurídico, lembrando-nos da importância da integridade nas práticas advocatícias.

Agora, queremos ouvir você! O que pensa sobre os impactos dessas fraudes no sistema legal? Comente abaixo e participe desta discussão tão pertinente!

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