O presidente ucraniano Volodimir Zelensky propôs uma reunião direta com Vladimir Putin e um cessar-fogo total, enquanto as negociações para encerrar o conflito mais mortal da Europa desde a Segunda Guerra Mundial permanecem estagnadas. Em carta aberta, Kiev se coloca pronto para discutir as condições para o fim da guerra.
As conversas para encerrar o conflito enfrentam impasse. A Ucrânia mantém ataques a posições russas e a territórios ocupados em retaliação aos bombardeios diários desde o início da ofensiva de 2022. Zelensky afirmou: “Proponho uma reunião” e que “A Ucrânia propõe pôr fim a esta guerra por meio de um compromisso direto entre o senhor e nós. Proponho uma reunião” — com a condição de um cessar-fogo total durante as negociações.
Putin, em discurso a um importante fórum de investimentos em São Petersburgo — o chamado “Davos russo” —, disse estar sempre disposto a negociar com Kiev, com base no que foi discutido “durante o encontro com o presidente Donald Trump” em Anchorage, em agosto de 2025. Moscou exige concessões políticas e territoriais, em particular a retirada completa da região de Donetsk, parte do Donbass, o que Kiev rejeita como capitulação. Putin ainda sinalizou que nada impede Moscou de manter controle parcial do Donbass caso haja acordo.
O chanceler americano Marco Rubio afirmou nesta quarta-feira que “nenhuma das duas partes esteve disposta a fazer as concessões necessárias” para restaurar a paz, especialmente do lado russo. Enquanto isso, Trump voltou à Casa Branca prometendo encerrar a guerra rapidamente, mas, após o surgimento de um conflito no Oriente Médio, emergiu outra frente de crise. Putin disse que a administração dos EUA precisa priorizar esse assunto.
No terreno, os combates seguem. Putin assegurou que as tropas russas avançam “em toda a linha de frente”. Já a análise da AFP, com base em dados do ISW, mostra que a Ucrânia recuperou cerca de 282 km² em maio, reduzindo pela segunda vez a área sob controle russo. Mesmo com recuo, unidades russas permanecem em várias áreas, e Putin informou reforços na defesa antiaérea, sem excluir ampliar o uso do míssil hipersônico Oreshnik contra alvos ucranianos.
Este cenário evidencia um impasse entre Kiev e Moscou: o conflito continua, com a Rússia buscando manter influência e capacidades, e a Ucrânia insistindo na soberania e na retirada das forças russas. O mundo acompanha as perguntas sobre Donbass, a escalada de armas e as possibilidades de uma solução negociada que possa render um fim estável ao conflito.
Como você enxerga o caminho para um cessar-fogo duradouro entre Ucrânia e Rússia? Comente abaixo suas razões e expectativas para as negociações, e quais condições parecem mais viáveis para um acordo estável.
